Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Após morte de emas, Zoo terá mais vigias à noite

Fundação informou que ataque a animais ocorreu em dois momentos e uma ave sobreviveu, após ser encontrada na rua; CCZ apreendeu um cão

Luiz Guilherme Gerbelli, Monica Pestana e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2010 | 00h00

Após o ataque a 12 emas, a Fundação Zoológico de São Paulo informou ontem que a segurança noturna no Zoo Safári, na zona sul da capital, foi reforçada. Um dos três cães que, segundo o zoo, teria atacado os animais - como o Estado revelou ontem, com exclusividade -, foi apreendido. Onze emas morreram - nove no momento do ataque e duas posteriormente, sacrificadas. Uma está sob cuidados médicos.

A Fundação não detalhou quantos agentes extras foram convocados para a segurança e também recusou pedidos de entrevista do Estado - limitando-se a notas oficiais. Atualmente, o muro do zoológico está em reforma e uma parte ainda é protegida por tapumes de madeira. A direção do parque informou que não é possível saber por onde os cães entraram, mas descarta qualquer relação com a obra.

Um cachorro de grande porte foi preso pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a pedido da fundação, após vagar pelas proximidades do zoológico.[ ] Chamada para investigar o caso, a Polícia Civil ouviu ontem os depoimentos de três funcionários do Zoo Safári. Eles contaram que os ataques às emas ocorreram em dois dias. O primeiro caso aconteceu na madrugada de sexta-feira para sábado, quando oito emas foram mortas. Naquele dia, uma das aves foi achada em uma rua próxima do parque. Ela teria, segundo os funcionários, escapado do ataque dos cães.

Conforme os funcionários, os corpos das emas estavam dilacerados e pareciam ter marcas de mordidas. Eles afirmaram que ficaram vigiando na noite seguinte e viram quando três cães grandes atacavam as três emas restantes no parque. Os funcionários disseram que os hábitos das aves contribuíram para a ação. Segundo eles, as emas ficam sentadas e quase não enxergam à noite, ficando indefesas diante de predadores.

De acordo com as testemunhas, os cães não mataram os pavões que dividiam a área do safári com as emas porque eles subiram em galhos de árvores para se defender. O zoológico se comprometeu a apresentar um laudo feito pelos veterinários para provar que as aves foram mortas pelos cães. O exame deve ficar pronto na próxima semana. Para a polícia, não há nenhum indício de envenenamento das aves. O parque informou que cada ema valeria R$ 5 mil.

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