Após mais de um mês sem chuva, SP deve ter garoa na quinta

Apesar de fraca, chuva deve melhorar a umidade do ar, que oscila nos 30% e deixa cidade em estado de atenção

Mônica Cardoso, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2008 | 21h26

A cidade de São Paulo completa um mês sem chuva na terça-feira, 23, mas a situação tende a mudar na virada de quinta para sexta-feira, quando a nebulosidade deve aumentar e provocar chuvas fracas na capital, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). "Em períodos prolongados de baixa umidade, com ausência de chuvas e poucos ventos, a poluição fica concentrada, acarretando o fenômeno de inversão térmica", disse o meteorologista Marcelo Schneider, do Inmet.   Veja também: Como fica o tempo na sua cidade    Apesar de fraca, a chuva deve melhorar a qualidade do ar. A capital tem apresentado índices de umidade relativa do ar bastante baixos, oscilando na casa dos 30%, o que já indica estado de atenção. Nesta segunda, a média da cidade ficou em 27%, registrado por volta das 16 horas, mas há variações do índice em toda a cidade. Em Parelheiros, a umidade era de 29% por volta das 14 horas. Na região da Capela do Socorro, chegou a 16% no mesmo horário. "A umidade tende a ser maior em regiões mais arborizadas", explicou o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento.   A falta de chuvas provocou leve redução nos níveis dos seis mananciais de água da Grande São Paulo. "Não há riscos de racionamento de água porque tivemos um período de abastecimento, que varia de outubro a abril, muito bom", disse Hélio Luiz de Castro, superintendente de Produtos de Água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).   Mesmo com a massa de ar seco e a falta de ventos, a qualidade do ar tem se mantido em patamares regulares, de acordo com os medidores da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). "Ela só ficou inadequada no dia 2 de julho, em Guarulhos", disse Clarice Muramoto, gerente do Setor de Meteorologia da Cetesb. Segundo ela, a região metropolitana não registra índices críticos nem péssimos há mais de dez anos. "Apesar do aumento no número de carros, ocorre renovação da frota", acrescentou.   De acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar adequada é por volta de 60%. A redução da umidade aumenta os casos de doenças respiratórias, que representam 70% da procura no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, na Bela Vista, centro.

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