Após mais de 20 horas, serviço de balsa é retomado em Ilhabela

Travessia foi suspensa pela Dersa, que opera o sistema, devido aos fortes ventos (de mais de 70 km/h) que atingem a região há mais de 72 horas

Reginaldo Pupo, O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2013 | 12h29

Texto corrigido às 14h05.

ILHABELA - Após mais de 20 horas paralisado, o serviço de travessia por balsas entre São Sebastião e Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, foi retomado por volta das 7h30 desta sexta-feira, 26. A travessia foi suspensa pela Dersa, que opera o sistema, devido aos fortes ventos (de mais de 70 km/h) que atingem a região há mais de 72 horas e que provocaram forte correnteza no Canal de São Sebastião.

Os cerca de 30 mil moradores de Ilhabela, além dos milhares de turistas que passam as férias escolares no arquipélago, ficaram totalmente isolados do continente desde as 11h30 de quinta-feira. Já os moradores ilhéus que ficaram presos em São Sebastião receberam a solidariedade de amigos e parentes, que cederam suas casas. Pelas redes sociais, diversos moradores de São Sebastião e de Ilhabela colocaram suas residências à disposição de quem passava frio e fome na fila da balsa, que atingiu 2 km.

Durante a madrugada, grande parte dos usuários foi levada por ônibus disponibilizados pela prefeitura de São Sebastião para o Teatro Municipal, onde ficaram abrigados. Quem buscou hospedagem no continente encontrou dificuldades para achar vagas, já que todos os hotéis e pousadas da região central estavam lotados. Quem ficou preso em Ilhabela recebeu lanches da prefeitura.

O prefeito de Ilhabela, Antonio Luiz Colucci, também não conseguiu embarcar para sua cidade. Segundo ele, o problema poderia ter sido evitado se a Dersa, concessionária responsável pela travessia, já tivesse implantado um sistema de atracação semelhante ao utilizado na travessia Santos-Guarujá, mais seguro, que dispensa o uso de flutuantes e permite que as balsas se "encaixem" na nova estrutura, como se fosse uma "gaveta", independentemente do mau tempo. "Já temos verba para a implantação da nova estrutura de embarque e desembarque, mas até agora, o governo não liberou", queixou-se.

O empresário Marcos Cará, que mora em Ilhabela, relata que ficou preso no continente desde as 11h de quinta-feira. "Estamos passando muito frio aqui e ninguém passa nenhuma informação", reclamou ele durante a madrugada.

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