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Após maior ressaca em 12 anos, Santos vai mudar plano de contenção do mar

Prefeitura anunciou que vai investir R$ 4 mi em ações como 'engordamento' da praia com areia e a colocação, no próximo ano, de barreiras removíveis

Luiz Alexandre Souza Ventura, Especial para O Estado

23 Agosto 2016 | 21h18

SANTOS - A ressaca que atingiu a cidade de Santos, no litoral sul de São Paulo, no último domingo, 21, foi a mais forte em 12 anos, com elevação da maré em 2,6 metros e ventos de até 82 km/h. Além de causar o avanço das águas sobre a avenida da orla, destruir um deck usado por pescadores, alagar garagens de prédios e clubes e danificar carros, o fenômeno também obrigou a prefeitura a mudar sua estratégia de contenção. 

A administração santista anunciou que vai investir R$ 4 milhões em ações como o "engordamento" da praia com areia e a colocação, no próximo ano, de barreiras removíveis na Ponta da Praia. O dinheiro para as ações é parte de uma multa aplicada há 20 anos à proprietária de um navio por derramamento de óleo no estuário após uma colisão. A ação judicial terminou em acordo entre o responsável pela embarcação, o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF).

A verba deve ser usada em projetos ambientais e só pode ser liberada após a prefeitura apresentar um projeto que precisa ser aprovado pelo Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos. "Enquanto isso, será realizado processo licitatório para a contratação de empresa especializada que desenvolverá o projeto de contenção definitiva para solucionar o problema", diz a administração santista.

Veja vídeos da ressaca marítima em Santos:

 
 
 

 

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