Após lei seca, Rio lidera em redução de mortes; SP fica em 21º

Número de óbitos cai em 16 Estados e no Distrito Federal; levantamento mostra importância de blitze e campanhas

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2010 | 00h00

A lei seca, publicada há dois anos, poupou a vida de pelo menos 2.302 pessoas. A conta é do Ministério da Saúde, que comparou o número de mortes no trânsito nos 12 meses anteriores à lei (36.924) e no mesmo período posterior ao decreto (34.597) - redução de 6,2%. O Rio é o Estado com maior queda do número de mortes (-32%) e menor taxa de mortalidade (8,5 por 100 mil habitantes). São Paulo, em 21.º, tem o maior número absoluto de mortes (7.150), com uma redução tímida de 6,5%.

De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o Rio obteve redução acentuada por conta da Operação Lei Seca, que reúne 177 pessoas e estabelece blitze móveis em diferentes pontos do Estado, ao custo anual de R$ 4 milhões.

No balanço final, 16 Estados e o Distrito Federal conseguiram reduzir as mortes no trânsito. Foi registrado aumento em dez Estados. O Ministério da Saúde também analisou o risco de morrer de acidente de trânsito no Brasil - houve redução de 7,4% no ano posterior à lei seca (de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3 óbitos por 100 mil).

O levantamento aponta ainda para a importância de se manter as campanhas e blitze. Segundo dados do Vigitel, inquérito telefônico do ministério que monitora os fatores de risco para a saúde da população, 2,1% das pessoas relataram terem dirigido após consumo excessivo de álcool em 2007, ano anterior à lei seca. Em 2008, quando foi publicada, esse índice caiu para 1,4%. No ano seguinte, houve ligeiro aumento - 1,7% da população relatou ter dirigido após beber.

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