Após laudo do IML, polícia deve concluir caso Pesseghini

Garoto de 13 anos continua sendo o único suspeito de matar os pais, a avó, a tia-avó e cometer suicídio

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2013 | 15h53

SÃO PAULO - A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia para concluir o inquérito sobre a morte da família Pesseghini, afirmou nesta quarta-feira, 21, o delegado responsável pelas investigações, Itagiba Franco. Em frente ao prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Itagiba disse que "a chegada dos laudos poderá fechar o caso". O teria ocorrido na madrigada do dia 5, na casa da família, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.

O delegado considerou que os depoimentos dessa terça-feira, 20, foram "muito importantes" para as investigações. Nessa terça-feira, 20, duas crianças que estudavam com Marcelo Bovo Pesseghini, de 13 anos, disseram à polícia que o garoto confessou ter matado os pais, a avó materna e a tia-avó. Segundo o inquérito, Marcelo foi à escola na manhã da segunda-feira, dia 5, e contou aos colegas que cometeu os crimes durante a madrugada. Ainda de acordo com a versão policial, ao voltar para casa, o garoto cometeu suicídio.

Itagiba informou que esteve no IML na terça e que os laudos que irão determinar as causas e os horários aproximados de cada uma das morte devem ficar prontos na próxima semana. Os laudos periciais continuam sem previsão.

Nesta manhã, o delegado ouviu mais uma testemunha. Outro depoimento considerado importante, o da médica de Marcelo, Neiva Damaceno, está programado para esta quinta-feira, 22. Ela prestaria depoimento na terça-feira, mas não compareceu ao DHPP alegando motivos pessoais. Devido a uma doença degenerativa (fibrose cística), a médica acompanhava o menino desde que ele tinha um ano de idade. Cerca de 35 pessoas já prestaram depoimento sobre o caso.

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