André Lessa/AE
André Lessa/AE

Após jurados se reunirem, juíza redige sentença de Lindemberg

Resultado do júri popular deve sair nas próximas horas

16 de fevereiro de 2012 | 19h20

Atualizado às 19h.

 

SÃO PAULO - Por volta das 17h, a juíza Milena Dias começou a redigir a sentença de Lindemberg Alves, de 25 anos. Às 18h40, o Twitter do Tribunal de Justiça de São Paulo (@TJSPoficial) informou que a decisão ainda não havia saído.

 

Momentos antes, os jurados se reuniram na sala secreta do Fórum de Santo André para concluir o veredicto sobre o julgamento. O réu é acusado de 12 crimes, entre os quais, sequestro e morte de Eloá Pimentel, de 15 anos.

 

Depois da explanação da advogada de Lindemberg, Ana Lucia Assad, a promotoria desistiu do direito de réplica. O resultado do júri popular deve sair nas próximas horas.

 

Pela manhã, a promotora Daniela Hashimoto apontou para os sete jurados - seis homens e uma mulher - as divergências entre os depoimentos das testemunhas de acusação e de Lindemberg. Já a defesa do acusado pediu que a tipificação dos crimes fossem revistas, pois não houve intenção de morte por parte do réu.

Ana Lucia, porém, contradisse as falas de Lindemberg em juízo em pelo menos dois momentos.

 

Relembre o crime

Há três anos, Lindemberg foi responsável pelo mais longo caso de cárcere privado do Estado de São Paulo, acompanhado em tempo real por todo o País. Às 13h30 do dia 13 de outubro de 2008, o auxiliar de produção invadiu um pequeno apartamento em um conjunto habitacional de Santo André, onde quatro adolescentes estudavam.

 

Inconformado com o fim do namoro com Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, Lindemberg, então com 22, fez reféns a jovem, a melhor amiga dela, Nayara Rodrigues da Silva, e dois rapazes. Às 20h, o pai de um dos meninos, estranhando a demora do filho, bateu à porta do apartamento em que Eloá morava e ouviu Nayara dizer para ele se afastar.

 

A polícia foi acionada e faz cerco ao local. No mesmo dia, os dois garotos foram liberados, mas as amigas ficaram sob a mira do revólver de Lindemberg. Do lado de fora, jornalistas, policiais e populares acompanhavam o sequestro.

 

No final da noite do dia seguinte, Nayara foi libertada pelo sequestrador. A garota, em uma decisão criticada, voltaria na manhã do dia 15 ao cárcere, depois de já ter prestado depoimento à polícia, para negociar. Nayara só sairia de novo do local, ferida, no dia 17, com Eloá e Lindemberg.

 

Às 18h08 daquela sexta-feira, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), em ação polêmica, invadiram o apartamento. Tiros foram disparados. Eloá e Nayara foram atingidas: Eloá, na virilha e na cabeça, e a amiga, no rosto. Lindemberg, sem ferimentos, foi detido e levado para o 6º DP. A ex-namorada morreria no dia seguinte, às 23h30.

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