Após interdição de Viracopos, Infraero quer recovery kit

Depois de arcar com um prejuízo de R$ 3 milhões pelo fechamento, por 46h, da única pista do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a Infraero quer acelerar a construção da segunda pista para antes de 2017. Também estuda comprar seu próprio recovery kit - conjunto de equipamentos que permite tirar uma aeronave quebrada da pista.

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2012 | 03h08

Na América Latina, só a TAM tem hoje esse kit, que custa entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões e é fabricado no exterior. A empresa mantém os equipamentos em São Paulo e aluga para outras companhias. Foi o que fez com a americana Centurion, cujo avião bloqueou a pista de Viracopos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai multar a Centurion em R$ 2,8 milhões. Para a Azul, que tem o aeroporto como hub , o prejuízo foi de R$ 20 milhões.

Já a segunda pista é uma exigência da presidente Dilma Rousseff (PT), mas há empecilhos ambientais e desapropriações ainda em andamento. A Concessionária Aeroportos Brasil é sócia da Infraero na operação de Viracopos - o aeroporto foi concedido no começo do ano.

Outros aeroportos importantes no Brasil têm apenas uma pista, como Porto Alegre, Confins (MG) e Manaus. / N.C.

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