Após incêndio, viaduto em SP passa por nova vistoria

Local foi interditado depois que fogo destruiu 80 barracos em parte da Favela do Moinho na segunda-feira, 17

Gheisa Lessa, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2012 | 15h34

SÃO PAULO - Prevista para começar às 15h desta terça-feira, 18, uma segunda vistoria deve avaliar se o Viaduto Orlando Murgel, na região central de São Paulo, será liberado para o tráfego de veículos ainda hoje. A via foi interditada durante o incêndio ocorrido que destruiu na segunda-feira, 17, 80 barracos em parte da Favela do Moinho, localizada abaixo da ponte.

Com mais de 24h de bloqueio, o viaduto teve desprendimento de placas de concreto, segundo análise feita na tarde de ontem por técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb). Os danos foram causados pelas chamas que atingiram diretamente a construção. A ponte interliga as avenidas Rudge e Rio Branco e é uma das principais ligações entre o centro e a zona norte da cidade.

A interdição complicou o trânsito nesta manhã. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda aos motoristas que seguem pela Avenida Rio Branco, sentido centro, utilizar o desvio pelas ruas Norma, Pieruccini Giannotti e Sérgio Tomás. No sentido bairro, o fluxo é liberado pela Avenida Duque de Caxias.

O viaduto passa sobre a comunidade incendiada e duas linhas férreas da CPTM: Linha 8-Diamante e Linha 7-Rubi. Trens de ambos os percursos tiveram circulação interrompida por mais de oito horas na última segunda. Nesta terça, segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), todas as composições trafegavam normalmente.

Incêndio. Cerca de 300 pessoas ficaram desabrigadas e uma morreu após um incêndio de grandes proporções ter destruído 80 barracos, segundo balanço da Defesa Civil. As chamas tiveram início após uma discussão entre moradores.

Este foi o sétimo incêndio em comunidades da capital paulista nos últimos 40 dias e o 34º caso apenas no Estado de São Paulo. O coordenador da Defesa Civil de São Paulo, coronel Jair Paca de Lima, afirma que "o tempo seco e a enorme quantidade de materiais inflamáveis - papelões, madeira, botijões de gás - são os principais causadores de incêndios nas favelas paulistas".

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