Após greve, empresa de ônibus da zona leste é descredenciada

Ontem, 220 veículos da Novo Horizonte/Itaquera Brasil não saíram às ruas, prejudicando cerca de 150 mil passageiros

ARTUR RODRIGUES , CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2013 | 02h01

A Viação Novo Horizonte/Itaquera Brasil deixará de transportar passageiros na cidade de São Paulo, por causa das "reincidentes falhas na prestação de serviços", segundo informou ontem a Prefeitura. A empresa foi multada pela Prefeitura 11.038 vezes neste ano, "em função de mau atendimento à população", e, por isso, um decreto que deve ser publicado hoje no Diário Oficial da Cidade indicará o fim das prestação de serviços.

Com isso, as linhas de parte da zona leste da capital serão reorganizadas e passarão a ser operadas por meio de contrato de emergência com outras viações. A área 4 dos transportes públicos paulistanos, onde operava a Itaquera Brasil, é alvo de muitas reclamações dos passageiros e até de sérias intervenções do governo municipal.

Na madrugada, funcionários da Itaquera Brasil iniciaram uma greve, por causa da falta de pagamento de salários e horas extras, além da impossibilidade do uso do plano de saúde, em uma das garagens da viação, em Cidade Tiradentes, na zona leste. Ao todo, 220 veículos não saíram às ruas em 24 linhas, que transportam, por dia, cerca de 150 mil passageiros. Uma operação de emergência foi colocada em prática, com ônibus de outros operadores.

Depois do episódio, que não foi o primeiro do tipo neste ano na Itaquera Brasil, a Secretaria dos Transportes decidiu descredenciar a viação. Em nota, a Prefeitura informou que "vai anunciar nos próximos dias a reorganização geral das linhas de toda a região onde a Novo Horizonte/Itaquera Brasil atuava na zona leste, visando a racionalizar o sistema e melhorar eficiência".

O texto revela que a empresa foi alvo de 8.030 reclamações de usuários, "todas referentes à qualidade do serviço, sendo que a queixa mais frequente é por excesso de intervalo em linhas". O prefeito Fernando Haddad falou que, ao longo dos últimos anos, a situação vem se tornando mais precária na região. "Vamos zelar para que nessa transição as quitações sejam feitas e os trabalhadores possam ser aproveitados."

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