Após furto de cabo, metrô do Rio fica sem energia e para por 1 hora

Milhares de passageiros foram prejudicados pela pane em 11 das 16 estações da Linha 2, que liga o centro à zona norte

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2012 | 03h04

Uma queda de energia no início da manhã provocou o fechamento de 11 estações da Linha 2 do Metrô do Rio por uma hora, afetando o trajeto de milhares de pessoas. Os trens deixaram de circular entre as 7h e as 8h. Quando as estações reabriram, os vagões circularam superlotados.

A concessionária MetrôRio informou que o furto de cabos de energia provocou a falta de luz, causando uma pane no sistema de sinalização. Por medida de segurança, as estações foram fechadas, mas, no momento da pane, as composições que já tinham passageiros foram autorizados a prosseguir.

Foram fechadas 11 das 16 estações da linha de 30,2 km de extensão. A pane afetou todas as paradas entre as Estações Pavuna e Del Castilho, todas em bairros da zona norte da capital fluminense. Do lado de fora, formaram-se longas filas de passageiros à espera da retomada do tráfego de trens. Quando o sistema de sinalização foi restabelecido, as composições ficaram superlotados e seguranças tiveram de empurrar os passageiros para que a porta do vagão fechasse.

Passageiros relataram casos de pessoas que se sentiram mal por conta do calor, já que o sistema de ar-condicionado não deu conta do excesso de pessoas nos vagões.

Vandalismo. Em nota, o MetrôRio informou que 390 metros de cabos foram furtados entre a noite de sexta-feira e a manhã de ontem, entre as Estações Thomaz Coelho e Colégio, ambas na zona norte, bem no meio do trecho afetado ontem. O roubo de fios é um problema que vem se tornando crônico e se intensifica às vésperas de datas festivas, como Natal e carnaval. No ano passado, quase 1 km de cabos foi furtado - 965 metros.

A concessionária tenta diminuir o número de furtos com rondas na via, instalação de tampas nas eletrocalhas (estruturas que isolam os cabos de eletricidade) e até mesmo de arames farpados nos muros para dificultar a escalada dos criminosos. "Mas os ladrões se utilizam de colchões para passar por esses obstáculos e agem na linha nos intervalos entre os trens", informou a empresa, em comunicado.

O MetrôRio anunciou um plano de segurança que prevê investimento de R$ 2 milhões, a partir de março, para instalar câmeras de segurança e cerca com sensor de presença nos muros ao longo da linha - dispositivo que emite um sinal de alerta de alta intensidade.

Os equipamentos de segurança estarão conectados ao Centro de Controle do metrô. A concessionária informou ainda que está negociando com o governo do Estado a ampliação do número de vigilantes ao longo da rede metroviária.

Histórico. Em junho do ano passado, outra queda de energia parou duas linhas do metrô carioca durante uma hora. Guiados por funcionários, passageiros tiveram de andar pelos túneis, no escuro.

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