Após fogo em favela, protesto fecha linha da CPTM e Jacu-Pêssego

Bloqueio causou 13 km de congestionamento na Ayrton Senna; circulação de trens foi interrompida a partir da Estação Brás

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2012 | 03h08

A Avenida Jacu-Pêssego, única rota norte-sul da zona leste de São Paulo, e a Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foram bloqueadas ontem durante manifestação de moradores da região. Segundo a Polícia Militar, eles protestavam contra um incêndio que destruiu anteontem parte da Favela da Vila Nair.

O protesto começou pouco depois da 18 horas, na volta para casa dos paulistanos. PM e Corpo de Bombeiros ainda trabalhavam na liberação da avenida até as 20 horas de ontem.

Na Jacu-Pêssego, manifestantes atearam fogo a pneus e colchões, interrompendo o tráfego nas duas pistas. O congestionamento chegou até a Rodovia Ayrton Senna, que registrou 13 quilômetros de lentidão no sentido interior.

Na CPTM, a circulação dos trens foi interrompida a partir da Estação Brás. A companhia informou que "milhares de pessoas" foram prejudicadas. Como alternativa, os passageiros tiveram de usar a Linha 11-Coral, que tem conexão com a Linha 12 na Estação Calmon Viana, ou aguardarem os ônibus solicitados para o transporte emergencial.

Segundo a PM, equipes de três batalhões, além de soldados do Corpo de Bombeiros, foram chamadas para liberar a avenida. Duas equipes conseguiram controlar as chamas às 18h55 - cerca de uma hora após o começo do protesto. Até o começo da noite de ontem, o Batalhão de Choque da PM ainda era aguardado para garantir a liberação da Jacu-Pêssego.

Favela. O incêndio na favela aconteceu na manhã de anteontem. Pelo menos 55 barracos - dos 135 existentes no local - foram destruídos em um incêndio que durou pouco mais de uma hora. A favela fica em uma área delimitada pelas Avenidas Manuel da Paixão e Jacu-Pêssego.

Defesa Civil e agentes da Secretaria Municipal de Assistência Social haviam prometido atendimento às famílias que ficaram desabrigadas. / BRUNO RIBEIRO

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