Após fim da greve, abastecimento em SP só será normalizado na segunda

Após três dias de greve contra a restrição de tráfego de veículos pesados na Marginal do Tietê, caminhões-tanque voltaram a fornecer ontem combustível para postos da Região Metropolitana de São Paulo sem a necessidade de escolta policial. O abastecimento, no entanto, somente será normalizado aos consumidores de gasolina, etanol e diesel na segunda-feira. Uma força-tarefa será realizada no fim de semana para acelerar a reposição dos produtos nas bombas.

BRUNO RIBEIRO, NATALY COSTA, WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

09 Março 2012 | 03h03

"Vamos operar 24 horas por dia direto neste fim de semana para que, no máximo na segunda ou na terça-feira, o consumidor possa encontrar combustível", anunciou Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Apesar do fim das filas e de os postos receberem os produtos ontem, ainda há falta pontual de combustível porque os estoques estão muito baixos.

A refinaria de Paulínia, no interior do Estado, intensificou ontem a produção e distribuiu cerca de 900 milhões de litros de combustíveis. O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Combustível e Derivados de Petróleo (Sindtanque), Ailton Gomes, disse que a operação estava entre 10% e 15% acima da média. "Estão tentando tirar o atraso e já liberaram 800 caminhões-tanque, quase cem a mais do que o normal."

A retomada da distribuição de combustível já havia sido regularizada na madrugada de ontem. Às 2 horas, a Polícia Militar encerrara o apoio. O governo estadual informou que 127 escoltas policiais foram realizadas com o auxílio de 1.134 PMs destacados para o cumprimento do serviço.

Os centros de distribuição de combustível já não registravam mais piquetes desde o início da noite de anteontem. O Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Bens Autônomos (Sindicam-SP) informou ter sido notificado pela Justiça sobre a multa de R$ 1 milhão às 19 horas de quarta-feira. A ordem foi acatada, mas, segundo o Sindicam, a categoria mobiliza uma articulação nacional para reivindicar, além do fim da restrição, fiscalização para pagamento correto de fretes em todo o País.

Avaliações. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) admitiu ontem pela primeira vez possível revisão da restrição - em vigor das 5 às 9 horas e das 17 às 22 horas, de segunda a sexta-feira, e das 10 às 14 horas, aos sábados, na Marginal do Tietê e em outras 25 vias. "Alterações poderão ocorrer daqui a algumas semanas ou alguns meses, fruto de observação das medidas e de aperfeiçoamentos que se mostrem necessários."

A primeira análise da restrição deverá ser apresentada a Kassab na terça-feira. Uma revisão, porém, é dada como certa: a liberação de VUCs, veículos com até 6 metros, no centro. Hoje, eles circulam das 10 às 16 horas.

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