Após execução em cemitério, DHPP passa a investigar mortes por resistência

Mudança foi anunciada pelo governador de São Paulo; suspeito foi assassinado por PMs e mulher denunciou

Marcela Gonsalves, da Central de Notícias, e Paulo Henrique Souza, da rádio Estadão ESPN,

06 de abril de 2011 | 15h19

SÃO PAULO - Todos os casos de resistência seguida de morte na polícia serão encaminhadas ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), anunciou na manhã desta quarta-feira, 6, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A medida passa a vigorar a partir desta quinta-feira, quando será publicada no Diário Oficial do Estado. A medida não é retroativa.

 

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Atualmente, o registro da ocorrência é feito em qualquer distrito policial e não há investigação, o que não pode ocorrer, segundo Alckmin. O governador disse ainda que o DHPP fará uma investigação rigorosa e que a mudança fará com que os casos sejam imediatamente investigados.

 

A decisão fará com que a carga de serviços no departamento da Polícia Civil aumente consideravelmente. Só em 2010, foram registrados 495 mortes em confronto provocadas por PMs e outras 22 causadas por policiais civis.

 

A mudança veio após a morte de um suspeito no Cemitério Parque das Palmeiras, em Ferraz de Vasconcelos, que foi denunciada em tempo real por uma testemunha no número 190. O crime aconteceu no dia 12 de março.

 

A vítima, suspeita de ter praticado roubo, havia sido detida pelos policiais e levada em uma viatura até o cemitério, onde foi morta com um tiro à queima roupa. Uma mulher, que visitava a sepultura do pais local, presenciou o crime e ligou para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Ela relatou quando os policiais tiraram o detido da viatura e atiraram contra ele.

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