Após escândalo, Denarc é reduzido e tem nome alterado

Nº de delegacias passa de 10 para 6 e o total de funcionários deve ir de 400 para 220; sigla inclui agora 'Prevenção'

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2013 | 02h08

O suposto esquema de extorsão, tortura e sequestro de traficantes, envolvendo policiais do Departamento de Narcóticos de São Paulo, que levou à prisão temporária de 13 agentes, provocou uma profunda reformulação na pasta, anunciada ontem por decreto no Diário Oficial do Estado.

As mudanças atingiram desde o nome do departamento, passando pelo tamanho, estrutura e atividades. "O principal objetivo é fortalecer as ações do departamento e o controle sobre suas atividades", disse o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

A sigla do departamento permanece a mesma. Mas o Denarc passa a se chamar Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (foi acrescentado o termo Prevenção ao antigo nome). O limite de atuação também fica restrito à capital, em vez de compreender todo o Estado.

"As investigações no interior só devem ocorrer em casos excepcionais, com autorização do diretor do departamento", afirma Grella.

Ainda será criada uma Unidade de Contrainteligência Policial (Ucip) para identificar vazamentos de informações que possam prejudicar o trabalho investigativo. Em relação à estrutura, serão também criadas a Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que substituirá as extintas Divisão de Investigações Gerais (DIG) e a Divisão Especial de Apoio (Deap). A nova organização reduz em quatro o total de delegacias subordinadas às antigas divisões, passando de 10 para 6.

O trabalho da Dise será concentrado em investigar o tráfico na capital, combatendo organizações criminosas. Segundo o secretário de Segurança, o total de funcionários do departamento deve cair de 400 para cerca de 220.

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