Após enchente, SP bate recorde de trânsito

A chuva forte que atingiu São Paulo ontem fez a cidade bater o recorde de congestionamento do ano, com 225 km de lentidão, por volta das 19h. No meio da tarde, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) já registrava 23 pontos de alagamento. Alguns deles intransitáveis, como a Rua Turiaçu, na altura da Praça Marrey Júnior, região da Pompeia, zona oeste. A água subiu tanto que os pedestres tiveram de subir em muretas. À noite, pelo menos 64 semáforos apresentavam problemas.

ADRIANA FERRAZ , NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2012 | 03h04

O temporal começou na região da Vila Maria, na zona norte, mas rapidamente tomou toda a cidade. Às 16h, todas as regiões paulistanas entraram em estação de atenção.

A área mais crítica em volume de chuva, porém, foi a zona sul. Segundo o CGE, choveu 71 mm entre os bairros de Santo Amaro e Jabaquara. "Foi praticamente o esperado para todo o mês, já que a média mensal de abril para a região é de 76 mm", disse o meteorologista Thomaz Garcia.

O trânsito parou completamente na Marginal do Pinheiros, na altura da Ponte Octavio Frias de Oliveira, e no cruzamento das Avenidas Santo Amaro e Jornalista Roberto Marinho.

Na zona sul, a situação também ficou complicada nas Avenidas 23 de Maio e Rubem Berta, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, que fechou para pousos e decolagens por uma hora, a partir das 15h55.

No Corredor Norte-Sul, a lentidão passou dos 7 km nos dois sentidos por volta das 19h.

Ceagesp. Na zona oeste, a Avenida Gastão Vidigal, na altura da Rua Potsdam, ficou alagada perto da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Houve lentidão nos bairros da Lapa e da Vila Leopoldina. Toda a região chegou aos 55 km de congestionamento às 20h. Nesse mesmo horário, a zona sul registrava 47 km.

Nas zonas norte, centro e leste, a chuva terminou mais cedo e, por isso, o trânsito não ultrapassou a média esperada para o pico da tarde, em 30 km.

O Corpo de Bombeiros não registrou ocorrências com gravidade ou morte.

Frio. Segundo previsão do CGE, o calor permanece até a noite de sábado, quando uma frente fria deve derrubar a temperatura em São Paulo. "Acabou o verão, mas a massa de ar quente e úmido típico da estação ainda não deixou a cidade. A previsão é de que isso ocorra no fim de semana. O domingo deve ter outra cara, bem mais frio", afirmou o meteorologista Garcia.

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