Após dois anos de trégua, Jardim Pantanal volta a alagar

Moradores da região que passou 40 dias embaixo d'água em 2010 ficaram em alerta ontem após córregos transbordarem

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2013 | 02h02

Região emblemática por ter passado 40 dias debaixo d'água no verão de 2010, o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, voltou a alagar ontem. Moradores das Ruas Abacatuaja, Confluência da Forquilha, Aramaçã, Alfredo de Melo e Ambuá ficaram com água acima da altura do joelho até 17h30, quando a chuva cessou na capital.

Em janeiro de 2011, foram mais 12 dias de alagamento. No verão do ano passado, como choveu pouco, os moradores tiveram uma trégua. No entanto, há um mês as enchentes voltaram. "Alagou duas vezes em dezembro, mas não se compara a hoje (ontem). As medidas propostas pela Prefeitura são tímidas", afirma o líder comunitário Euclides Mendes, que mora na Rua Alfredo de Melo.

A Secretaria das Subprefeituras diz que a cheia se deu por causa do "grande volume de chuvas na região" e afirma que já acionou equipes de limpeza para um mutirão nas vias afetadas.

Trens. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), os Córregos Itaim e do Lageado transbordaram. Foi decretado estado de alerta nas Subprefeituras de São Miguel e do Itaim Paulista, ambas na zona leste, às 17h15. Alagamentos atingiram a região entre as Estações Jardim Romano e Itaim Paulista da Linha 12- Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Por causa disso, trens operavam com intervalos maiores às 17h45.

Nas estradas, por volta das 17h, a Via Anchieta foi totalmente bloqueada no sentido litoral, na altura do km 52, em Cubatão, por causa de um deslizamento. Carros tiveram de usar a Imigrantes. Já a pista norte da Anchieta teve o sentido desviado para o litoral - para atender ao fluxo de caminhões. Alagada, a Padre Manoel da Nóbrega ficou congestionada até o km 270 da Cônego Domenico Rangoni, no sentido Praia Grande. Nesta última também houve queda de barreira e um ponto de alagamento.

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