Após discussões, lixo de Ribeirão Preto é levado para Guatapará

Aterro, que pode ter vida aumentada em 17 meses, deveria estar desativado, mas novo edital não foi publicado

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2008 | 21h12

Após reuniões e discussões, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, autorizou o transporte das cerca de 500 toneladas diárias de lixo produzidas em Ribeirão Preto para Guatapará. É no ex-distrito de Ribeirão que funciona o Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR), um aterro particular que recebe os resíduos de várias cidades da região.   Veja também: Curitiba tentará reausar lixo produzido na região metropolitana Concedida licença prévia para construção de novo aterro no Rio Entenda como funciona um aterro sanitário  Você faz reciclagem do lixo produzido na sua casa?    A liberação só foi anunciada na noite de segunda-feira, 25, mas o Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) espera que a Cetesb prorrogue por mais 17 meses a vida útil do aterro sanitário da cidade - já houve prorrogação de 6 meses em fevereiro, que venceu no último dia 19.   O aterro de Ribeirão Preto já deveria ter sido encerrado, mas a prefeitura ainda não publicou o edital da licitação de nova área, inclusive com a possibilidade do uso de novas tecnologias para o tratamento do lixo. Segundo o superintendente do Daerp, Darvin José Alves, por enquanto ainda não existe essa definição. Alves acredita que em até dez dias a Cetesb irá conceder a licença ambiental e liberar ainda o uso do atual aterro sanitário.   "Enviamos tudo o que a Cetesb nos pediu", avisou Alves. No momento, o transporte do lixo de Ribeirão Preto a Guatapará é feito por caminhões de transbordo (de grande capacidade) da própria CGR, pois os veículos de coleta urbana (da Leão Ambiental) não podem circular em rodovias.   A Cetesb não aceitou ainda os argumentos do Daerp, autarquia da prefeitura, e até ameaçou multar o município em caso de desobediência - a penalidade poderia ser de até 10 mil Ufesps (cerca de R$ 148,8 mil). Enviar o lixo para Guatapará terá um aumento no custo, mas isso ainda não foi contabilizado. Alves informou ainda que os custos com o aterro também deixar de existir.

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