Após dia mais seco do ano, SP terá outro dia de baixa umidade

Umidade relativa do ar foi de 19%, abaixo do limite recomendado pela OMS; tempo muda no sábado

Solange Spigliatti e Laís Catassini, estadao.com.br e Jornal da Tarde

30 de julho de 2008 | 08h16

Após São Paulo ter vivido na terça-feira, 29, o dia mais seco do ano, esta quarta-feira, 30, será novamente de tempo seco e com muito sol, com pouca variação de nuvens ao longo do dia. As temperaturas devem chegar à marca dos 25 graus, no período da tarde, e aos 18 graus à noite. A umidade relativa do ar também deve ser baixa, segundo previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Os índices devem variar entre 25% e 30%, podendo ser abaixo dos 25% em algumas regiões da cidade. Uma nova frente fria deve romper o bloqueio atmosférico na noite de sábado. Segundo a CGE, há a previsão de chuva e declínio das temperaturas máximas em São Paulo. Na terça-feira, novamente sob a massa de ar seco, a Cidade teve uma média de umidade relativa do ar de 19%, ontem à tarde, no Mirante de Santana, Zona Norte, ponto de referência de medições. O índice está abaixo do limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde, da ONU, que é de 30%. Segundo Marcelo Schneider, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice é um dos mais baixos para o mês de julho dos últimos 8 anos. Em dezembro, a umidade relativa do ar chegou a 15%. "A chuva fraca da semana passada ajudou a melhorar a umidade do ar por alguns dias, mas agora a Cidade volta a ficar sob a influência de uma massa da ar seco." Com o ar seco, a poluição também se agravou. De acordo com índices da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ontem só três regiões das 21 monitoradas apresentavam qualidade do ar boa: Taboão da Serra, Pinheiros e Itaquera. As outras apresentaram índice regular. Problemas respiratórios são os principais motivos de internações e complicações nessa época do ano. Segundo o presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Fisiologia, José Eduardo Cançado, com a baixa umidade do ar e as constantes inversões térmicas, as pessoas que sofrem de problemas respiratórios sentem o agravamento dos sintomas.

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