Após descredenciamento, usuários de ônibus sofrem na zona sul

Munidos de guarda-chuvas, capas e alguns casacos, passageiros amargam mais de 1 hora de espera

Andressa Zanandrea, Jornal da Tarde

16 de outubro de 2007 | 09h38

Sob a chuva que caiu na Capital no começo da manhã desta terça-feira, 16, centenas de usuários de ônibus das linhas que eram mantidas pela Cooperauthon, descredenciada pela Prefeitura após três acidentes com ônibus da cooperativa, tiveram de fazer a já habitual caminhada até pontos mais longe de casa, na região do Parque Residencial Cocaia e do Jardim Gaivota, na zona sul.  Munidos de guarda-chuvas ou capas - e alguns apenas com casacos -, os passageiros tiveram de esperar, mais uma vez, bastante para pegar o coletivo rumo ao trabalho. A longa espera e ônibus cheios passaram a fazer ainda mais parte da realidade dos moradores da região do Grajaú desde o descredenciamento da cooperativa.  A assistente financeira Alessandra de Almeida, de 31 anos, acordou às 3 da manhã. Às 4h40, estava no ponto, na Estrada Canal da Cocaia, no Parque Residencial Cocaia, esperando pelo ônibus Shopping Morumbi, rumo à Chácara Santo Antônio, onde trabalha a partir das 7h. Antes do descredenciamento, ela acordava uma hora mais tarde. "Tenho de esperar mais de uma hora para ir ao trabalho todos os dias. Muitas vezes só consigo embarcar às 6 horas."  O intervalo entre os ônibus da linha é grande. Também na Estrada Canal da Cocaia, uma fila de cem metros se formava, antes das 5 horas, no ponto inicial do lotação que tem Santo Amaro como destino. "Hoje está menor por causa da chuva", diz a doméstica Maria Eunice de Jesus, de 39 anos. "As peruas são a única opção para o bairro todo e saem daqui cheias. Esperamos pelo menos 40 minutos, normalmente uma hora. O trânsito para sair do bairro piorou muito", afirma a doméstica Maria das Graças Silva, de 36 anos.

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