Após declarações de secretário de Haddad, Sabesp nega racionamento

O secretário de Governo da gestão Fernando Haddad (PT), Francisco Macena, disse hoje que a companhia está fazendo racionamento noturno de água na capital

O Estado de S. Paulo

16 Abril 2014 | 20h36

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) negou em nota que esteja acontecendo um racionamento de água em São Paulo. Assinado por Paulo Massato, diretor metropolitano da companhia, o texto diz que gestores públicos estão deturpando declarações com objetivos políticos eleitorais.

"É no mínimo lamentável que gestores públicos usem uma reunião de natureza técnica para deturpar declarações com objetivos político-eleitorais. Nunca foi dito por mim nem por nenhum funcionário da Sabesp que a companhia pratica qualquer tipo de rodízio ou racionamento. Por uma única razão: não há rodízio, nem racionamento nos municípios em que a Sabesp atua. Se houvesse, principalmente a hospitais e escolas, como teria declarado de forma irresponsável o secretário Francisco Macena, a Sabesp seria a primeira a informar", diz a nota. 

O secretário de Governo da gestão Fernando Haddad (PT), Francisco Macena, afirmou nesta quarta-feira, 16, que a Sabesp está fazendo racionamento noturno de água na capital ao reduzir a pressão na rede entre meia-noite e cinco horas. O prefeito, por sua vez, disse não querer entrar em uma "discussão semântica", mas confirmou ter sido informado pela empresa da medida revelada pelo Estado nesta terça. 

Segundo um documento assinado por Macena, a Sabesp reduziu de 40 metros de coluna d'água (m.c.a) para 10 m.c.a a pressão da água na rede durante a madrugada. De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, a medida diminui a perda de água por vazamentos, mas faz com a água não tenha força para subir acima de 10 metros de altura em domicílios e reservatórios. A medida afeta principalmente bairros situados em regiões altas da cidade ou no fim da rede de distribuição de água.  

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