Após crime, escola vai reforçar a segurança

Aluno de 9 anos foi baleado em sala de aula e agora câmeras devem ser instaladas; pais cogitam tirar do colégio irmã do menino assassinado

Elvis Pereira, Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2010 | 00h00

A Escola Adventista de Embu das Artes, em Embu, na Grande São Paulo, abre hoje - porém ainda sem aulas -, mas manterá fechada a sala onde o aluno Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, foi baleado, no dia 29. O local ficará isolado por tempo indeterminado, anunciou o colégio. Os pais de Miguel - que morreu no hospital - cogitam tirar a irmã dele, de 5 anos, da escola.

Ontem houve uma série de reuniões com pais de alunos. A principal dúvida deles era saber se o suspeito de ser o autor do disparo - um colega de classe de Miguel - retornará à escola. Representantes do colégio tentaram tranquilizá-los, dizendo não ser possível, até agora, apontar com certeza quem atirou.

A mãe de um dos alunos afirmou à reportagem que a escola prometeu instalar câmeras de vigilância em pontos estratégicos, como corredores, e treinar os funcionários para situações de emergência. Além disso, assegurou que reforçará a segurança. Hoje não haverá aulas. A escola preparou atividades para explicar aos alunos o acidente.

Também hoje peritos do Instituto de Criminalística devem divulgar o resultado dos exames residuográficos realizados na mochila e no uniforme escolar do menino suspeito, que semana que vem completa 10 anos, para saber se neles havia sinal de pólvora. Há a suspeita de que tanto a mochila como o uniforme foram lavados antes de ser apreendidos pela perícia. Policiais não confirmam a informação.

Os pais do menino suspeito negam o envolvimento do filho no episódio e garantem que nunca tiveram arma. Ele prestou depoimento e negou ter atirado no colega. Porém, policiais acreditam que a família esteja mentindo e por isso querem que a criança seja avaliada por psicólogo, psiquiatra e assistente social.

Ontem, uma menina da 4.ª série, colega de classe de Miguel, disse à Polícia Civil que viu o menino suspeito sair correndo da sala onde ocorreu a tragédia e guardar a arma na mochila.

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