Após coma alcoólico, bebê está fora de perigo

Pais foram presos depois de serem acusados de dar cachaça para a criança. Família mora na periferia de Sertãozinho

Brás Henrique / RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

O menino C.V.P.R., de quase 2 anos, não corre risco de morte, mas continuava, na noite de ontem, internado na Santa Casa de Sertãozinho, região de Ribeirão Preto. Ele foi internado em coma alcoólico, anteontem, após ingerir cachaça, que teria sido dada pelos pais.

A mãe, Tereza de Lourdes Militão Pedroso, de 25 anos, e o pai, Edivar Rodrigues da Silva, de 30, foram presos. Eles recolhem materiais recicláveis e moram em um barraco da Vila Garcia, na periferia da cidade.

O casal foi autuado por entregar substância que causa dependência física ou psíquica a criança ou adolescente, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de dois a quatro anos de prisão.

Tereza foi levada para a Cadeia Feminina de Pradópolis e o marido, para a Cadeia de Jaboticabal. Ambos não pagaram a fiança mínima, de R$ 310 cada.

Segundo o delegado Pláucio Fernandes, vizinhos informaram que a ingestão de bebida alcoólica pelos filhos do casal (que tem outras quatro crianças) era uma prática recorrente.

Uma garrafa plástica com resquícios de cachaça foi apreendida no barraco. A mãe tentou encobrir o caso, dizendo que o filho havia sido atropelado, mas exames clínicos não confirmaram essa hipótese.

Vítima. Fernandes disse que a criança foi encontrada cambaleante por um vizinho, perto de um córrego. "Ele poderia ter morrido afogado se caísse na água."

Depois, um parente do menino levou-o à Santa Casa. A Assessoria de Imprensa do hospital informou que o menino recuperou a consciência ainda na noite de anteontem e que seu quadro é estável - ele não corre risco de morte. Após receber alta, ele deverá ficar sob a guarda da avó materna. Mas, antes disso, o caso será avaliado por um juiz.

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