Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Após chuvas, vazão de rios do PCJ tem melhor nível em um ano

Apesar da boa situação dos rios, a crise hídrica não está afastada, segundo o secretário executivo do consórcio

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2015 | 19h43

SOROCABA - Beneficiados pelas chuvas, os rios Atibaia, Camanducaia e Jaguari, que estão sob a influência do Sistema Cantareira, registraram nesta segunda-feira, 9, o melhor conjunto de vazões desde fevereiro de 2014, na fase inicial da crise hídrica. A vazão média, conforme a Sala de Situação do Consórcio PCJ, chegou a 26 metros cúbicos por segundo nos cinco pontos de medição espalhados pelos três rios. No final de janeiro, quando foram estabelecidas as novas regras de operação das vazões, a média era de 6 m3/s. 

No Alto Atibaia, a vazão nesta segunda-feira era de 19,12 m3/s, mas subia para 31,84 m3/s no Baixo Atibaia, próximo da captação de Campinas. O Rio Camanducaia estava com 13,49 m3/s no ponto de medição, enquanto o Rio Jaguari tinha vazão recorde de 42,74 metros por segundo. À montante do Cantareira, a vazão medida era de 23,41 m3.

Alerta. Apesar da boa situação dos rios, a crise hídrica não está afastada, segundo o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz. Ele alertou para o fato de que os institutos especializados em clima e recursos hídricos preveem que o Sistema Cantareira estará exaurido entre abril e junto de 2015. Isso porque a ocorrência de chuvas no sistema de alimentação se mantém em 50% das médias históricas, enquanto a retirada de água continua elevada.

Para Lahóz, as chuvas que estão ocorrendo podem levar a comunidade a acreditar que a crise hídrica está resolvida, relaxando nas ações de racionalização do uso e de reserva de água. Tem ocorrido, segundo ele, que as vazões aumentam muito quando chove, porém, 48 horas depois baixam demais, voltando a causar problema às captações. Lahóz defende iniciativas como a de produtores rurais de Holambra e Atibaia, que estão investindo na construção de açudes impermeabilizados com mantas para reservar a água das chuvas que devem cair até o final de março.

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