Após carnaval, moradores reclamam de vandalismo na Praça Benedito Calixto

Grades de proteção dos canteiros foram destruídas e fachadas de lojas, pichadas

Felipe Cordeiro, O Estado de S. Paulo

07 Março 2014 | 17h08

Moradores e comerciantes da região da Praça Benedito Calixto, na zona oeste de São Paulo, reclamam do vandalismo praticado por foliões durante o carnaval. As grades de proteção dos canteiros foram destruídas e fachadas de lojas, pichadas. Jovens também foram vistos praticando sexo no meio da praça. O local é um tradicional ponto de encontro de blocos que percorrem as ruas de Pinheiros e da Vila Madalena.

"A praça ficou cheia de garrafas e com lixo, fora o barulho até as 5 horas", disse a aposentada Irene Scafoglio, moradora de um prédio localizado na Benedito Calixto. "Isso não é carnaval, não, porque não tem marchinha. Os jovens ficaram escutando funk", afirma.

"Eu não tenho preconceito, mas esses jovens vêm da zona leste e fazem bagunça aqui. Deveria existir mais opção de lazer para eles. Aqui, no nosso bairro, só tem velho", afirmou Martha Kleiner Lerro, integrante da Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto.

Moradoras de um prédio na Rua Teodoro Sampaio também reclamaram do excesso de barulho e da depredação das grades dos canteiros da praça. "A Prefeitura tinha reformado recentemente e terá de reformar novamente. É um desperdício de dinheiro público", lamentou a aposentada Ivone Astolf Pereira. Já a cuidadora Dina Neves afirma que presenciou jovens praticando sexo na Benedito Calixto.

Comércio. Uma loja de camisetas localizada na esquina das Ruas Teodoro Sampaio e Lisboa teve as nove portas de ferro pichadas - uma delas está quebrada e não pôde ser aberta na manhã desta sexta-feira, 7. Além disso, as hastes de sustentação de um toldo estão tortas. A proprietária Rita Pescuma fez um boletim de ocorrência por "dano ao patrimônio". Câmeras de segurança do estabelecimento gravaram o vandalismo.

Rita considera difícil ser ressarcida pelos prejuízos provocados por vândalos, mas cobra uma ação da Prefeitura para as próximas folias. "A nossa ideia é que transfiram o carnaval para outro lugar. Pagamos caro, mais de R$ 14 mil de IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], e o nosso comércio é prejudicado todos os anos."

Em frente à loja de Rita, um comércio de tintas também teve a fachada pichada e as hastes de sustentação do toldo danificadas. Os funcionários da limpeza trabalharam durante a quinta-feira, 6, para apagar as marcas de destruição. "É o terceiro ano seguido que acontece isso", diz Ana Claudia Conceição Silva. "Não sou contra a diversão, porque o carnaval é o momento disso, mas precisa ter respeito."

No 14.º Distrito Policial (Pinheiros), responsável pela região da Benedito Calixto, a Polícia Civil informou que somente na segunda-feira, 10, estará pronto o levantamento dos BOs referentes ao carnaval.

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