Após briga, nove 'apoiadores' são detidos

Sempre orientados pela presidente da Juventude do PMDB no Rio, Jéssica Ohana, nove apoiadores do presidente da CPI dos Ônibus, Chiquinho Brazão (PMDB), deixaram o prédio da Câmara Municipal antes do fim da sessão de ontem, envolveram-se em uma briga com manifestantes contrários à atual composição da comissão e espancaram um deles. Os nove foram detidos após o tumulto e autuados sob acusação de ameaça e lesão corporal.

Felipe Werneck/RIO , O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2013 | 02h05

Acusados de serem milicianos, os aliados de Brazão ultrapassaram o cordão da PM que cercava a rua da Câmara e partiram na direção dos manifestantes. Houve tumulto e correria.

Comerciantes fecharam as portas. Manifestantes jogaram pedras nos apoiadores de Brazão. Um militante contrário ao peemedebista foi espancado, com chutes na cabeça, que ficou coberta de sangue. Em seguida, um grupo maior de opositores partiu em direção ao grupo, que se refugiou em um prédio e só saiu sob escolta de policiais, direto para a 5.ª Delegacia de Polícia. Lá foram reconhecidos, negaram ser milicianos e foram liberados em seguida.

Antes da confusão, Jéssica afirmara que o movimento era "apartidário e espontâneo". Apoiadores do peemedebista já haviam agredido os repórteres Julio Molica e Antonia Martinho, da GloboNews.

Na confusão do lado de fora, o repórter cinematográfico da Band Sergio Colonesi e o jornalista do Terra Cirilo Júnior também foram agredidos por mascarados. Antes, dentro da Câmara, Cirilo já havia sido hostilizado: "Sou MMA, soco a tua cara", disse um apoiador de Brazão.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo afirma "preocupação com o clima de hostilidade contra a imprensa que vem marcando a cobertura de protestos".

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