Após blitz em shopping popular, PF prende Law Kin Chong

Por ter sido preso, Kin Chong pode perder o benefício do cumprimento de sua pena em regime aberto

14 de novembro de 2007 | 16h10

Após o prefeito Gilberto Kassab ter comandado uma operação para fechar o Shopping Pari, um centro popular de compras na zona leste de São Paulo voltado para os camelôs de propriedade de Law Kin Chong, conhecido como o 'rei da 25 de março', o chinês naturalizado brasileiro sofreu mais um revés. A Polícia Federal o autuou em flagrante, logo após a blitz em que produtos falsificados e contrabandeados foram apreendidos em seu estabelecimento.   Apoiado pelas policias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, realizou uma mega-operação para interditar as obras do shopping.   Sob a alegação de a obra não tem alvará e que não poderia estar acontecendo, o prefeito interditou o local e anunciou que foi aplicada uma multa no valor de R$ 2.436.440 à Calinda Administração e Participação, empresa do chinês naturalizado brasileiro, conhecido como o "rei da 25 de Março".   Ele é apontado pela PF como o maior contrabandista do Brasil. A expectativa era de que o local se tornasse o primeiro shopping 24 horas da capital.   A obra foi anunciada em matéria publicada na terça-feira, 13, pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o prefeito, foi encontrado no local material pirateado e lojas já estavam funcionando com as obras em andamento. "Enquanto eu for prefeito, isso aqui não abre. São Paulo quer aqui pessoas que paguem impostos e trabalhem sério. O senhor Law é um bandido, criminoso e merece ser preso", disse Kassab.       Maior contrabandista Condenado por corrupção, o "rei da 25 de Março" ainda responde na Justiça a dois processos por contrabando e formação de quadrilha. Law foi preso em junho de 2004, depois de ser filmado tentando subornar o ex-deputado Luiz Antonio de Medeiros para que seu nome não fosse incluído no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria. Ele esteve detido em Brasília, em Guarulhos e no Instituto Agrícola de Bauru, no interior paulista. Foi colocado em liberdade em junho pelo juiz Enio Moz Godoy, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Bauru, para cumprir pena em regime aberto.

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