Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após ataques, Ministério Público investigará segurança nos ônibus

Ao todo, 33 ônibus e dois caminhões foram incendiados em janeiro em protestos na periferia; promotor Saad Mozloum analisará se há omissão de empresas e poder público

Luciano Bottini Filho, O Estado de Sâo Paulo

30 de janeiro de 2014 | 14h48

SÃO PAULO - O promotor de Justiça do Patrimônio Público Saad Mozloum investigará se as empresas de transporte coletivo de São Paulo e a Polícia Militar estão garantindo a segurança nos ônibus da cidade, diante dos ataques ocorridos nas últimas semanas na cidade de São Paulo. Ao todo, 33 ônibus e dois caminhões foram incendiados em janeiro em protestos na periferia.

A interrupção da circulação de linhas foi incluída entre os problemas relatados pelos usuários no inquérito civil que investiga, desde 2011, a qualidade de serviço de ônibus na capital paulista. Para o promotor, a segurança adicional deve ser fornecida pela PM e concessionárias para que os veículos continuem a circular. Caso fique comprovada omissão, o Ministério Público Estadual (MPE) poderá entrar com alguma medida judicial contra as empresas e o poder público.

Mazloum disse que convocou o coordenador operacional da PM, coronel Sérgio de Souza Merlo, responsável pelo policiamento da zona sul, para saber quais medidas estão sendo tomadas para garantir que os coletivos possam circular. Haverá uma reunião na próxima segunda-feira, 3. "O transporte está relacionado ao direito constitucional de ir e vir", disse. Representantes da Prefeitura e das cooperativas e empresas de ônibus também serão ouvidos.

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