Após acordo, vereador discursa para sem-teto

Base e oposição se uniram a Boulos para ‘celebrar’ o projeto de regularização da Copa do Povo, na zona leste

Adriana Ferraz, Diego Zanchetta e Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 21h53

SÃO PAULO - Após firmar acordo para votação do Plano Diretor e do projeto que contempla a Copa do Povo, vereadores petistas e até da oposição deixaram o plenário e foram discursar para os cerca de 5 mil sem-teto acampados na frente da Câmara Municipal. A “comitiva” foi puxada pelo líder do governo Fernando Haddad (PT), Arselino Tatto (PT), que chegou a subir no caminhão do MTST para discursar.

O presidente da Casa, José Américo, e o líder do PT, Alfredinho, se revezaram no microfone. Ao lado do coordenador nacional do movimento, Guilherme Boulos, o grupo anunciou que a proposta que abrirá caminho para a construção de moradias populares no terreno ocupado em Itaquera, na zona leste, será votada e aprovada na segunda-feira. “Palavra dada é palavra cumprida”, ressaltava Boulos. 

Empolgação. Ao fim de cada discurso, rojões eram ouvidos no Viaduto Jacareí. Famílias comemoravam ao lado de vereadores até então combatidos, como os representantes do PSDB e PTB, como o humorista Marquito. Depois de ser agredido em plenário ao tentar obstruir o projeto, Eduardo Tuma (PSDB) também se arriscou e subiu no caminhão. “Quem manda nas ruas de São Paulo é o povo. Essa vitória é de vocês”, dizia o tucano. 

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