Após acordo, agência oficializa redução de vazão do Paraíba do Sul

Volume de água da barragem de Santa Cecília caiu para 160 mil litros por segundo; mudança prevista para o dia 10 foi antecipada

André Borges, O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2014 | 20h00


BRASÍLIA - Duas semanas depois de São Paulo e Rio firmarem um pacto para assegurar o abastecimento de água para a população, a Agência Nacional de Águas (ANA) oficializou nesta segunda-feira, 1º, a redução de vazão da barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul. O volume de água da barragem, que estava em 165 mil litros por segundo desde 17 de julho, caiu para 160 mil litros por segundo. 

Houve uma antecipação do prazo. Quando o acordo foi oficializado no dia 18 de agosto, previa-se que a redução ocorreria a partir do próximo dia 10, por conta de obras necessárias para readequar o nível de tomada de água pelos municípios. A redução do volume de água, no entanto, passou a valer desde esta segunda e será mantida até o dia 30 de setembro. No fim deste mês, governos paulista e carioca devem se reunir com o governo federal para analisar a situação do abastecimento e necessidades de novos ajustes.

A redução da barragem de Santa Cecília, segundo a ANA, tem o propósito de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório da bacia do rio Paraíba do Sul. 

As medidas envolvem mananciais que abastecem 15 milhões de pessoas. Como parte do acordo, duas semanas atrás a vazão que a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) libera na usina hidrelétrica do Rio Jaguari, em São José dos Campos, para o Rio Paraíba, subiu de 10 mil para 43 mil litros por segundo. O volume superou os 30 mil litros que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) havia determinado no início do agosto.

Outra medida tomada foi a redução da vazão do Rio Paraibuna, de 80 mil litros para 47 mil litros por segundo. A decisão representou uma derrota para o governo paulista, que pretendia fazer a transposição de água do Jaguari para a Represa Atibainha, do Sistema Cantareira. A obra, que iniciou a disputa pela água com o Rio, está prevista para o início de 2016, e ajudaria na recuperação do Cantareira.

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