Após ação especial da PF, ladrão de banco soma 14 anos à sua pena

Gilmar Vilarindo de Moura foi considerado culpado por homicídio ocorrido em 1999; ele já cumpre 97 anos de prisão

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2010 | 00h00

Apontado como um dos maiores ladrões de banco do País, Gilmar Vilarindo de Moura, o Alemão, de 37 anos, foi condenado ontem a 14 anos de prisão por um assassinato ocorrido em 1999 em Santo André, na Grande São Paulo. A pena será somada aos 97 anos que Alemão cumpre na Penitenciária Federal de Mossoró (Rio Grande do Norte) por um roubo a banco que sitiou a cidade de São Gotardo (MG) em 2007.

A chegada de Gilmar ao Fórum de Santo André mobilizou as Polícias Militar e Federal. Um helicóptero da PM pousou a 100 m do fórum, às 12h02. Dez agentes da PF conduziram o réu da aeronave até o prédio onde ocorreu o julgamento, que durou sete horas. A maior preocupação da polícia era evitar tentativa de resgate do presidiário.

Embora os roubos a bancos dos quais Alemão é acusado tenham sido citados dezenas de vezes por acusação e defesa, o crime julgado ontem foi o assassinato de Marcos Antônio de Jesus, morto com cinco tiros em 5 de setembro de 1999, na frente de um bar na Favela dos Palmares, em Santo André.

Alemão alegou inocência. Afirmou que, após o crime, foi preso, mas "foi obrigado a fugir" durante uma rebelião para não ser morto por outros presidiários. Viveu oito anos com identidade falsa no litoral paulista, casou e teve três filhos. No ano passado, Alemão foi preso acusado de participar de assaltos a carros-forte e banco.

O promotor alegou que quatro testemunhas reconheceram Alemão como autor dos disparos que mataram Marcos. O advogado de defesa, Alexandre de Sá Domingues, pretende recorrer da decisão.

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