Após 6 horas, adolescente liberta reféns e se rende em Santos

Jovem manteve três pessoas em cárcere dentro de creche por causa de relacionamento com uma das vítimas

Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 17h10

Após mais de 6 horas de negociações, o jovem de 17 anos que mantinha três pessoas reféns dentro de uma creche em Santos, no litoral paulista, libertou as vítimas. Ele se entregou por volta das 16 horas desta segunda-feira, 13, e em seguida foi encaminhado à delegacia da Infância e da Juventude da cidade.

 

Os três reféns saíram ilesos e foram levados ao pronto-socorro pela viatura do Corpo de Bombeiros para averiguação de rotina. A negociação final foi acompanhada pelo promotor Carlos Alberto Carmello Junior, da Vara da Infância e da Juventude da cidade, a pedido do menor para que sua integridade fosse mantida.

 

De acordo com o presidente da entidade filantrópica Estrela Guia, Walter Tavares da Silva, nenhuma criança teve contato com o suspeito. Cerca de 80 crianças foram retiradas do local, pouco tempo depois do início do incidente.

 

Natural de Sergipe, o rapaz, que não tem parentes na região, mora há cerca de três meses com uma das vítimas, a cozinheira Marília de Jesus Santos, de 45 anos, com quem mantém um relacionamento. O motivo da invasão seria ciúmes.

 

Durante a manhã, segundo o comandante, o adolescente exigiu a presença de um ex-namorado da cozinheira, mas o pedido foi negado. Por volta das 13h30, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) chegou ao local. Cerca de 15 homens com viaturas do esquadrão antibombas estavam do lado de fora do imóvel.

 

Antes da invasão, o adolescente identificado como Fábio furtou uma faca em um açougue. Ele usa a faca para ameaçar as vítimas. Além da ex-namorada estão em cárcere o coordenador da creche, José Carlos de Jesus Reis, de 24 anos, e uma monitora. O criminoso e as três vítimas ficaram isolados em um cômodo do local enquanto a polícia negociava do lado de fora. Uma menina de 12 anos estava entre os reféns, porém, ela foi liberada sem ferimentos após negociação com a polícia.

Mais conteúdo sobre:
sequestroSantoscrime passional

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.