Após 4 anos, inquérito segue sem conclusão

Palco de um massacre que dizimou 111 presos em 1992 e de várias tentativas de fugas e rebeliões, a Casa de Detenção de São Paulo - popularmente conhecida como Carandiru, por estar no bairro homônimo da zona norte - foi implodida em 2002. Muita coisa mudou de lá para cá: no lugar do presídio, hoje há uma biblioteca, escola técnica e o Parque da Juventude, com mais de 240 mil m² de áreas verdes. Mas um inquérito aberto em 2007 para investigar a denúncia de superfaturamento da implosão ainda não foi concluído.

/ RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2012 | 03h03

O caso veio à tona em junho daquele ano, revelado pelo Estado. Segundo relatório da Corregedoria-Geral da Administração, o prejuízo aos cofres públicos na obra que transformou em pó o maior presídio da América Latina seria de pelo menos R$ 547 mil. No início das investigações, o valor previsto para a implosão era R$ 7,6 milhões - caiu para R$ 3,1 milhões no final de mudanças no projeto, mas o superfaturamento teria continuado.

O inquérito no Ministério Público Estadual (MPE) foi aberto logo após a publicação da reportagem. O responsável é o promotor Saad Mazloum, da Promotoria do Patrimônio Público. Segundo o MPE, um laudo técnico acabou de ser concluído e o inquérito deverá passar para uma nova fase nas próximas semanas.

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