Após 22 horas, homem liberta família feita refém em Poá

Homem de 45 anos mantinha a mulher e a filha de 3 anos reféns dentro de casa desde às 17h da segunda-feira

Daniela do Canto, do Jornal da Tarde, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

06 Janeiro 2009 | 09h36

Após mais de 22 horas terminou o sequestro de uma mulher e uma criança de 3 anos em Poá, na Grande São Paulo. O padeiro Geraldo Mário, de 45 anos, mantinha a mulher e a filha reféns desde às 17 horas da segunda-feira, 5. O sequestro terminou às 8h45 desta terça-feira, 6, após negociações com policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).   Foto: José Patrício/AE  Policiais do Gate saem da casa onde uma mulher e uma criança foram feitas reféns em Poá   Armado com uma faca de churrasco, ele manteve as duas em um dos quartos da casa da família, no Jardim América. O cárcere privado terminou depois de uma negociação tensa entre o padeiro e os policiais do Gate, na qual, por diversas vezes, Mário ameaçou matar a família para depois se suicidar. Ao deixar a residência, ele foi levado por uma viatura da Polícia Militar à delegacia da cidade.   Segundo o Gate, Maria Gilvanice dos Santos Cruz, que é integrante da banda musical da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo, sofreu um corte sem gravidade no rosto e a menina de 3 anos deixou a residência intacta.   O major Antônio Marin, que comandou a operação, não revelou os detalhes sobre a negociação e o fim do sequestro. "Prefiro não dar detalhes técnicos. Ele (Mário) abriu a porta e a gente entrou". Mas de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os policiais conseguiram segurar uma das mãos do padeiro, que estava para fora da janela, e em seguida invadiram a residência.   A PM chegou ao local perto das 17 horas da segunda, depois de ser acionada por vizinhos, que perceberam a movimentação dentro da residência. Quatro horas depois, chegaram os policiais do Gate. Durante as negociações, eles permaneceram em uma casa vizinha ao local.   "Quase todas as exigências dele (Mário) foram atendidas, que iam desde o deslocamento, a presença de familiares e a segurança de não ser agredido", contou o major Marin. De acordo com ele, a maior dificuldade na negociação foi o fato de Mário se tratar de um "cidadão mentalmente perturbado". "Não se sabia que tipo de atitude poderia vir da parte dele", explicou.   A filha do casal, de 3 anos, dormiu durante boa parte do cárcere privado, até às 2 horas. Depois acordou, mas segundo a polícia permaneceu calma. O Gate tem informações de que Mário teria mantido Maria amarrada, mas no momento da invasão ela foi encontrada livre. Os policiais não localizaram nenhuma arma de fogo dentro da residência.   Um vizinho do casal, que preferiu não se identificar, confessou ter ficado surpreso com a atitude do padeiro. "Eles moravam por aqui há mais de três anos e pareciam conviver bem. Nunca tinha visto os dois brigarem", afirmou. "Mas ontem no começo da tarde uma vizinha nossa viu eles discutindo em frente a casa e ele (Mário) arrastando a filha e a mulher para dentro", acrescentou ele.   Texto ampliado às 11h46 para acréscimo de informações.

Mais conteúdo sobre:
Poá, seqüestro cárcere privado

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.