Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Após 2º volume morto, nível do Cantareira já caiu mais da metade

Cota foi adicionada em outubro, quando índice do sistema era de apenas 3%; o nível de outros quatro mananciais também caiu

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2014 | 10h13

SÃO PAULO - Menos de dois meses após o acréscimo de 105 bilhões de litros da segunda cota do volume morto, o Sistema Cantareira já perdeu mais da metade da capacidade registrada depois da adição.

O nível do reservatório caiu 6,9 pontos porcentuais desde que a reserva profunda entrou no cálculo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), no dia 24 de outubro. Esse volume de água é superior à capacidade atual do Cantareira, que está com 6,7%.

Responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas, o manancial perdeu mais 0,2 ponto porcentual nesta sexta-feira, 19, e chegou à sua oitava queda consecutiva, de acordo com dados da Sabesp. No dia anterior, a capacidade estava em 6,9%. O manancial se manteve estável pela última vez na quinta retrasada, 11, quando estava com 7,6% e havia chovido 18,1 milímetros sobre a região.

Sobre a região do Cantareira choveu 1,1 milímetro nas últimas 24 horas. De acordo com a Sabesp,a pluviometria acumulada neste mês é de apenas 42,3 milímetros, ou 19,1% da média histórica de dezembro, de 220, 9 milímetros.

Outros mananciais. Além do Cantareira, outros quatro reservatórios tiveram queda nesta sexta. Após um dia de estabilidade, o Sistema Guarapiranga, que atende 4,9 milhões de pessoas, caiu 0,4 ponto porcentual e está com 35,5% da sua capacidade, ante 35,9% do dia anterior.

O Alto Tietê também voltou a cair 0,1 ponto porcentual e opera com 10,4% da sua capacidade, já contanto os 39,4 bilhões de litros de água do volume morto, acrescentados no último domingo, 14. Antes de a cota ser adicionada, o reservatório estava com 4,1%, o menor nível já registrado na sua história.

Os sistemas Rio Claro e Alto Cotia registraram queda de 0,6 e 0,2 ponto porcentual, cada, e estão com 27,2% e 30,2%, respectivamente. Já o Rio Grande foi o único a se manter estável, com 64,9%. Juntos os três mananciais atendem 3,1 milhões de pessoas.

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