Após 2 anos, vacinação contra raiva volta hoje

Iniciativa estadual foi interrompida depois de mortes e efeitos colaterais em animais; em 2011, Ministério da Saúde não distribuiu doses para SP

O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2012 | 03h05

A campanha de vacinação antirrábica será retomada hoje, após dois anos de suspensão. Em agosto de 2010, o Estado interrompeu a ação após relatos de mortes e efeitos colaterais graves em animais. Em 2011, não houve campanha porque o Ministério da Saúde não distribuiu vacinas para São Paulo. Na avaliação do governo, o Estado não era área de risco.

Em janeiro, entretanto, reportagem revelou que um gato havia morrido em Moema, na zona sul, após contrair raiva. A doença não era encontrada em animais domésticos na capital havia quase 30 anos.

Segundo a proprietária do gato, a artesã Izabel Bonifácio da Cruz, de 50 anos, o animal morreu em outubro, mas apenas em dezembro ficaram prontos os laudos de exames que confirmaram a infecção pelo vírus.

Neste ano, houve ainda um caso em um cão no interior do Estado. O vírus, na saliva do animal infectado, penetra no corpo via pele ou mucosas, por meio de mordedura, arranhões ou lambedura. Se transmitida ao homem, a patologia quase sempre leva à morte. "A adesão à campanha é importante para que a doença permaneça sob controle. Todos os cães e gatos com mais de três meses de idade devem receber a vacina", ressalta a médica veterinária Ana Cláudia Furlan Mori, gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de São Paulo.

Cuidados. Uma das preocupações da campanha é tranquilizar os donos de animais em relação à segurança da vacina. A expectativa é de que 1,2 milhão de animais sejam vacinados até o final da ação, no dia 3 de junho. A cidade terá 2.064 postos volantes de vacinação, sendo 17 fixos. O serviço é gratuito e o proprietário deve transportar seu animal de forma adequada: cães dóceis poderão usar apenas coleira e guia; os mais agressivos devem usar focinheira. Gatos precisam ser levados em caixas de transporte apropriadas, para evitar fugas e acidentes. O ideal é que eles sejam vacinados todos os anos.

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