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Após 16 anos, médico que matou a mulher em Fernandópolis é preso

Luiz Henrique Semeghini se entregou à polícia depois de condenação pelo crime ter sido confirmada em 2ª instância; TJ suspendeu direito de recorrer em liberdade

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2016 | 10h40

SOROCABA - O médico Luiz Henrique Semeghini, de 57 anos, foi preso na tarde desta terça-feira, 22, em Fernandópolis, no interior de São Paulo, 16 anos depois de ter matado a mulher, Simone Maldonado, com sete tiros. O médico se entregou à polícia depois de ter a condenação pelo crime confirmada em segunda instância. Acatando novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o direito do réu de recorrer em liberdade. 

O Tribunal do Júri havia condenado Semeghini a 16 anos e 4 meses de prisão, mas a 2ª Câmara de Direito Criminal do TJ reduziu a pena para 12 anos porque o médico confessou o crime.

O otorrinolaringologista se apresentou à polícia acompanhado da atual mulher, Valéria Bilar, e foi levado para a Cadeia Pública de Santa Fé do Sul.

O advogado do médico, Alamiro Velludo Salvador Netto, vai esperar a publicação do acórdão para decidir sobre novos recursos. "Houve uma vitória importante, ainda que parcial, que foi a redução da pena para 12 anos", disse.

Caso. O crime aconteceu em outubro de 2000, quando Semeghini usou um revólver calibre 32 para atirar sete vezes contra Simone, na época com 35 anos. A mulher estava deitada e ele usou um travesseiro para cobrir o rosto dela enquanto atirava. Três tiros atingiram a face e quatro, o abdômen. Simone morreu na hora.

Antes, houve uma discussão. O casal tinha três filhos. Semeghini foi preso, mas ganhou o direito de responder ao processo em liberdade. O primeiro julgamento, que o condenara a mais de 16 anos, foi anulado. O segundo julgamento foi adiado duas vezes e só aconteceu em agosto do ano passado.

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