Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Após 15 meses de alta, roubos de carga caem em SP

Registro do crime caem na capital, no interior e no litoral, mas ainda mantém alta na Grande São Paulo

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2017 | 18h56

SÃO PAULO - Após 15 meses consecutivos de alta, os registros de roubos de carga tiveram queda de 15,9% no Estado de São Paulo no mês de setembro, segundo dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública divulgados nesta quarta-feira, 25. A queda foi de 905 ocorrências em setembro de 2016 para 759 no último mês.

A principal queda foi na capital, onde a redução foi de 24,9%. No interior e no litoral do Estado, a redução de casos foi de 12,4%. Entretanto, nas 38 cidades da Grande São Paulo (a capital paulista excluída), os registros se mantiveram em alta e, no mês passado, cresceram 5,24%.

As cidades da Grande São Paulo se mantém mais violentas do que na capital e no interior. A região metropolitana registrou, em setembro, uma taxa de 9,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes, a maior do Estado. Na capital, a taxa no último mês foi de 6,69 homicídios para cada 100 mil habitantes. Interior e litoral tiveram, juntos, uma taxa de 8,41 casos para esse grupo de moradores. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), há uma epidemia de assassinatos quando esta taxa fica em 10 casos para cada 100 mil habitantes.

O secretário da Segurança Pública, Magino Alves, destacou a queda no total de homicídios no Estado ao apresentar as estatísticas criminais. Segundo o governo Geraldo Alckmin (PSDB), o mês de setembro teve redução de 6,1% nos assassinatos do Estado, ou 266 registros, ante um total de 283 casos no mês de setembro de 2016.

Também nos casos de homicídio, a capital teve um porcentual de queda maior do que nas demais cidades da região metropolitana. O município de São Paulo reduziu em 14,7% os registros de assassinatos, ante uma queda de 6,45% na região metropolitana.

Alves, entretanto, não fez análises sobre as causas dessa diferença entre a capital e as cidades vizinhas. “É difícil (explicar)”, disse.

Associações representantes de servidores da Polícia Civil vêm reclamando da falta de agentes na corporação nos últimos meses. O secretário foi questionado se, com menos policiais nas delegacias, haveria possibilidade de haver mais espera e, assim, menos registros de crimes por parte da população.

O secretário afirmou que não houve mudanças no esquema de funcionamento das delegacias, com eventual fechamento de unidades à noite ou nos fins de semana, que justificasse uma eventual redução de queixas de crimes feitas à Polícia. Mas anunciou que, no mês de novembro, cerca de 1.300 novos policiais civis devem ingressar no serviço público, após a conclusão da formação na academia da polícia.

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