Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Guarapiranga cai após 13 dias e Cantareira é o único a ficar estável

Responsável por abastecer o maior número de pessoas, manancial localizado na zona sul de SP opera com 78,5% de sua capacidade

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

15 Julho 2015 | 09h32

SÃO PAULO - Após 13 dias em alta, o Sistema Guarapiranga, que atende o maior número de pessoas na capital e Grande São Paulo, voltou a registrar perda do volume armazenado de água nesta quarta-feira, 15, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Entre os mananciais, o Cantareira, considerado principal deles, foi o único a ficar estável.

Responsável por abastecer 5,8 milhões de pessoas, o Guarapiranga caiu 0,1 ponto porcentual, descendo de 78,6% para 78,5%. A queda aconteceu após o manancial passar 13 dias sem perder água represada. Antes dessa sequência positiva, os reservatórios que compõem o sistema passaram por um período de 51 dias sem aumento. 

Não choveu sobre a região do Guarapiranga nas últimas 24 horas. Vale lembrar, no entanto, que no valor acumulado de julho, que chega a 64,6 milímetros, o sistema já superou a média histórica de chuvas para o mês, de 42,1 mm.

Já o Cantareira, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas, permanece com 19,4% da capacidade, segundo o índice tradicional, após ter registrado queda no dia anterior. O valor considera duas cotas de volume morto, de 182,5 bilhões de litros de água e de 105 bilhões, adicionadas no ano passado.

No cálculo negativo do sistema, o Cantareira permanece também perdeu 0,1 ponto porcentual. Os reservatórios somam - 9,9%, ante - 9,8% no dia anterior. Já de acordo com o terceiro índice, o manancial continua com 15% da capacidade. Esse último número considera o volume armazenado dividido pelo volume útil somado às duas cotas de reserva técnica.

Outros mananciais. Todos os demais reservatórios sofreram baixa. Em crise, o Alto Tietê perdeu mais 0,2 ponto porcentual e opera com 19,8% da capacidade. No dia anterior o índice era de 20%. Esse número leva em conta um volume morto de 39,4 bilhões de litros de água, acrescentado no ano passado.

Os Sistemas Rio Grande e Rio Claro sofreram a maior variação negativa: 0,3 ponto porcentual. Com a queda, o nível do primeiro está em 91,9 %, enquanto o segundo é de 73,2%. Por sua vez, o Alto Cotia caiu 0,1 e opera com 65,9% da capacidade.

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