Sérgio Castro/Estadão
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Após 10 dias de ação na Cracolândia, um quinto aceita tratamento contra vício

Segundo José de Filippi Junior, titular da Secretaria da Saúde, as equipes da Prefeitura encaminharam para tratamento 68 dos 329 participantes após dez dias de atuação na Cracolândia

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2014 | 18h47

SÃO PAULO - Após dez dias do programa Braços Abertos, no qual a Prefeitura dá comida, hospedagem e trabalho aos dependentes químicos da Cracolândia, um quinto dos participantes aceitou tratamento médico contra o vício. O dado foi divulgado na tarde desta quarta-feira, 29, em coletiva de imprensa em que participaram o prefeito Fernando Haddad (PT) e vários secretários envolvidos no projeto.

Segundo José de Filippi Junior, titular da Secretaria da Saúde, as equipes da Prefeitura encaminharam para tratamento 68 dos 329 participantes do programa. Quinze deles foram internados para desintoxicação e outros 53 iniciaram o tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da região da Cracolândia. "Um dos objetivos do programa é que, das 300 pessoas inscritas, nós consigamos chegar a 300 projetos terapêuticos em até 90 dias", disse.

Na coletiva, a Prefeitura também anunciou que começou na terça-feira, 28, a incluir no programa dependentes químicos da região que não eram moradores da favelinha. De acordo com a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Luciana Temer, 41 novos integrantes foram cadastrados no programa.

Tráfico. O secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, participou da coletiva para apresentar os dados da operação policial de combate ao tráfico na região da Cracolândia. Entre os dias 17 e 27 de janeiro, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana prenderam 25 pessoas e apreenderam 1.131 pedras de crack.

Após operação do Denarc causar mal estar entre prefeitura e governo estadual, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que ambos as gestões estão atuando juntas na região. O prefeito voltou a dizer que a ação da Polícia Civil não prejudicou a adesão dos dependentes ao programa Braços Abertos.

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