Apesar dos elogios, começou o xadrez para vencer em 2014

Bastidores: Artur Rodrigues e Bruno Ribeiro

O Estado de S.Paulo

11 Março 2013 | 02h01

Mesmo faltando mais de um ano para as eleições, Gilberto Kassab (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB), como futuros candidatos, e Fernando Haddad (PT), como administrador da cidade vitrine de seu partido, iniciam os primeiros movimentos da luta que tomará o Estado em 2014. Alckmin insiste em dizer que "ainda é cedo". Mas todos parecem não querer esperar.

No Palácio dos Bandeirantes a equipe de Alckmin está incomodada com o jeito de Haddad. Afirma que o prefeito se apropriou de projetos estaduais, como a PPP da Habitação e a construção da Estação Jardim Angela do Metrô. O medo dos tucanos é que o PT use os projetos para promover seu candidato nas eleições. Sentem-se emparedados pelo partido. Em público, porém, são só elogios. Alckmin e Haddad se dizem parceiros. Ninguém quer o ônus da briga.

Já entre Kassab e Haddad, o clima de harmonia do início da transição acabou. O prefeito e os secretários criticam a herança deixada pela gestão anterior. Kassab reage, dizendo que a nova gestão já teve tempo suficiente para agir. Em relação a Alckmin, Kassab evita críticas diretas. Sua estratégia é a mesma de Haddad: faz cobranças, como a implantação da inspeção veicular na Grande São Paulo e a ampliação do metrô.

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