Apesar do prejuízo, Viação Motta não ataca Andorinha

Empresa de transporte de passageiros afirma que irá esperar o fim do inquérito da PF para se pronunciar

Sandro Villar, especial para o Estadão,

14 de novembro de 2007 | 17h44

Um dia após a Polícia Federal prender 34 acusados de corrupção no transporte de passageiros em ônibus interestaduais, a Viação Motta quebrou discretamente o silêncio. Ao falar com exclusividade ao Estadão na sede da empresa, em Presidente Prudente, o diretor-executivo José Eustáquio Guido foi reticente e não atacou a Andorinha, empresa acusada pela PF de tentar prejudicar a Viação Motta.   Ele negou-se, por exemplo, a falar sobre o prejuízo que a empresa teve com as multas. "Não dá para mensurar (medir) o prejuízo, seria leviano falar disso agora", afirmou. Irá esperar o fim das investigações para se manifestar. Segundo ele, as relações entre as duas empresas continuarão sendo apenas comerciais. "Vamos cuidar da nossa vida e a Andorinha que cuide da vida dela", disse Guido.   A Polícia Federal esteve na sede da Viação Motta e não encontrou nenhum documento que comprometesse a empresa. "Eles examinaram os documentos, nenhum documento foi levado", explicou. "Queremos que isso (inquérito) chegue logo ao fim". No que tange à concorrência por linhas, o diretor-executivo preferiu criticar com veemência o transporte clandestino. "Essa é uma concorrência desleal, não paga impostos e coloca em risco a vida dos passageiros", atacou.   O Estadão também tentou ouvir José Eduardo de Carvalho, gerente-geral da Andorinha. "Ele viajou para São Paulo, ninguém está autorizado a falar", resumiu a secretária Maria Cristina Carneiro.   PF prende 70   A Polícia Federal prendeu nesta quarta, em quatro Estados, 70 pessoas acusadas de contrabandear agrotóxicos que podem causar danos à saúde e ao meio ambiente. Os acusados foram presos nas cidades paulistas de Adamantina e Flórida Paulista; Primavera do Oeste e Sorriso, em Mato Grosso; Naviraí, Dourados, Itaporã, Rio Brilhante, Sete Quedas, Amambaí, Iguatemi e Sonora, em Mato Grosso do Sul, além de 12 cidades do Paraná, como Maringá, Umuarama, Cascavel e Toledo.   Também foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, segundo a Polícia Federal de Presidente Prudente, que participou da Operação Ceres, nome dado em homenagem à deusa da agricultura. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Naviraí. A PF prudentina não divulgou mais detalhes sobre as prisões, nem sobre o volume de agrotóxicos apreendido.

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