Apesar de ação policial, Morumbi tem quase 1 assalto a casa por dia

De janeiro a setembro, foram roubadas 205 residências na região; índice é 17% superior ao do ano passado inteiro

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2011 | 09h30

O administrador de empresas D., de 46 anos, reagiu a um assalto para evitar que ladrões invadissem a sua casa no Morumbi, na zona sul de São Paulo, localizada a cerca de 800 metros do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. A ação da vítima, que não é recomendada pela Polícia Militar, evitou que ela fizesse parte de uma estatística que assombra moradores da região. Em nove meses, 205 residências foram roubadas neste ano, quase uma por dia.

Esse número é 17% maior em relação aos casos registrados nos 12 meses de 2010 na região (175). Em agosto, quando foram registrados 31 roubos de casas em 23 dias, a PM iniciou uma operação especial com 53 policiais para reforçar o patrulhamento nos pontos críticos do bairro.

Segundo a PM, a operação reduziu o índice de roubos de residências registrados no 34.º DP (Vila Sônia) e no 89.º DP (Portal do Morumbi), delegacias que atendem o bairro. De acordo com o delegado Vilson Genestretti, titular do 34.º DP, a equipe dele já esclareceu a autoria de 29 assaltos de casas em seis meses. O delegado Carlos Battista, titular do 89.º DP, informou que um bando preso no início de setembro foi responsável por pelo menos sete casos na região.

"Eles podem estar envolvidos em outros roubos, mas as vítimas não compareceram na delegacia para identificar os criminosos. Estamos investigando também a atuação de uma segunda quadrilha que está agindo na região", afirma Battista.

O administrador D. reagiu ao assalto em 13 de junho ao acelerar o carro na abordagem dos criminosos. Ele levou um tiro que parou na blindagem do veículo. Depois disso, contratou uma empresa de segurança privada para se sentir mais tranquilo.

"Eu era o cara mais calmo do mundo. Depois disso, fiquei obcecado com segurança", afirma o administrador de empresas, que mantém cinco cães rottweilers e 16 câmeras de monitoramento em casa.

A presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Morumbi, Júlia Titz Rezende, reconhece que os assaltos a residências diminuíram no bairro, mas cobra a permanência do policiamento reforçado.

"Está melhor do que antes, mas ainda acontecem roubos que assustam os moradores", afirma. / G.M. e FELIPE TAU

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