Apesar da paralisação, delegacias funcionam normalmente

Delegados, investigadores e escrivães de SP pedem reposição salarial de 48%

12 de julho de 2007 | 11h40

A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou, na manhã desta quinta-feira, 12, que os distritos policiais e outros órgãos ligados à Polícia de São Paulo estão funcionando normalmente, apesar da paralisação prevista. Dirigentes de sindicatos da Policia Civil anunciaram, na quarta-feira, que aconteceria uma greve a partir das 8 horas desta quinta, por melhores salários. De acordo com nota do comando de greve, em atendimento à legislação brasileira, 30% dos servidores trabalhariam atendendo os casos mais graves, como, por exemplo, os crimes hediondos. O comunicado pede ainda às pessoas que se dirigirem aos distritos policiais e não forem atendidas para que retornem logo após a paralisação. De acordo com levantamento da Secretaria de Segurança, o atendimento é normal, tanto na capital paulista, como na Grande São Paulo, litoral e interior do Estado. Delegados, investigadores e escrivães de São Paulo pedem reposição salarial de 48% e incorporação de gratificações aos vencimentos, tanto para os policiais da ativa como para os aposentados. O secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, já afirmou que não é possível atender à reivindicação. A reportagem percorreu três distritos policiais, sendo dois na zona norte e um na região central de São Paulo. Em todas as delegacias, foi constatado que o atendimento é normal, ou seja, boletins de ocorrência de furtos, roubos e acidentes de trânsito estão sendo feitos normalmente. Algumas delegacias sequer sabiam da paralisação e o movimento de carros policiais nas ruas segue normal. Investigadores que não quiseram se identificar disseram que aderiram ao movimento, mas que, por outro lado, não podem simplesmente cruzar os braços diante de uma ocorrência.

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