REUTERS/Roosevelt Cassio - 2014
REUTERS/Roosevelt Cassio - 2014

Apesar da crise, folia em São Luiz do Paraitinga resiste

Cidade do interior paulista recebe milhares de turistas em blocos independentes, com itinerário alternativo

Gerson Monteiro, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2017 | 22h21

SÃO LUIZ DO PARAITINGA - Com uma dívida de R$ 2,3 milhões e sem a infraestrutura necessária para realizar o carnaval, a cidade de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo, recebeu milhares de turistas e os blocos tradicionais saíram às ruas de forma independente, com itinerário alternativo e horários diferentes de uma programação oficial.

Embora não haja número de público oficial, a reportagem do Estado acompanhou a folia na cidade e notou um número crescente de pessoas nos blocos desde o sábado, 25. Todas as pousadas e hospedagens consultadas pela reportagem ficaram lotadas durante todo o carnaval.

Foi por meio de uma notinha de jornal falando das características da folia nas cidades do interior de São Paulo que Robson Carlos Luquesi Soares, paulista, 54 anos, soube do carnaval de São Luiz do Paraitinga em 2004.

“Há 13 anos que brinco o carnaval aqui. Quando vim pela primeira vez o que me chamou a atenção foram as características da música, a estética própria da cidade, a vestimenta de chita, o jeito com que as pessoas recebem o turista”, conta o paulistano que trocou a folia de Olinda e Recife, no estado de Pernambuco.

Depois de curtir o pré-carnaval nos blocos O Pinto do Visconde (Brás) e Pedra no Rim (Mooca) na capital, Robson desembarcou com a namorada na pacata São Luiz do Paraitinga. O casal aproveitou o movimento de público bem menor comparado aos outros anos para sair em todos os blocos.

“Quem é folião brinca o carnaval no carnaval, mas se em São Paulo o carnaval continua, estarei por lá também”, comentou o folião, que mesmo medicado por conta de uma dor de dente, não deixou de curtir a festa.

Apesar do número crescente de turistas, a Polícia Militar não registrou ocorrências durante toda a festa. Um decreto municipal, em parceria com a PM, estipulou horário de fechamento do comércio e limitou os eventos em locais públicos. Nos locais particulares em que havia música ao vivo o público se espremeu para acompanhar as apresentações.

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