Apenas 32 famílias de vítimas do 3054 receberam seguro

Parentes das vítimas participaram de reunião com a TAM e a seguradora para pedir rapidez no pagamento

Fabiane Leite, do Estadão,

20 de agosto de 2007 | 17h54

Um mês e três dias depois do trágico acidente em que morreram 199 pessoas, após a explosão de uma Airbus A320 da TAM em Congonhas, apenas 32 famílias das vítimas já receberam o seguro obrigatório que a empresa deveria pagar às famílias das vítimas.   A informação é do secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Luiz Antônio Guimarães Marrey, que participou nesta segunda-feira, 20, de uma reunião com representantes das famílias, executivos da empresa aérea, da seguradora AIG Unibanco e representantes da Defensoria Pública, Procon e Ministério Público.   "É um número aquém do que se espera", afirmou o secretário, confirmando que as famílias atribuíam o não-recebimento à desinformação por parte da companhia aérea. Segundo o secretário, os familiares ainda pediram à empresa que o plano de saúde a ser pago às famílias, pela TAM, seja vitalício em vez de ser vigente por apenas um ano. Marrey também disse que nos próximos dias a TAM deve definir os parâmetros para o pagamento das indenizações.     A TAM informou que, desde o último dia 6 de agosto, criou um website seguro como canal direto de comunicação com os familiares das vítimas do acidente do vôo 3054 no endereço http://www.assistencia3054.com.br/. O website mantém atualizadas permanentemente informações de interesse das famílias e sobre as ações desenvolvidas pela TAM voltadas à assistência aos familiares.   Por meio de uma área de acesso restrito, que exige código de acesso (login) e senha, os familiares dispõem de informações e esclarecimentos de natureza confidencial e de interesse exclusivo das famílias. Entre elas estão procedimentos para solicitações de passagens aéreas até o fim das investigações, informações sobre adiantamentos, seguro obrigatório e indenizações.    

Tudo o que sabemos sobre:
vôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.