Apas quer caminhões de perecíveis fora de restrições em SP

Segundo associação, veículos com esses produtos representa 40% do abastecimentos dos supermercados

Carolina Freitas, da Agência Estado, e Camilla Rigi, de O Estado de S.Paulo,

11 de abril de 2008 | 16h00

Representantes do comércio propuseram na quinta-feira, 10, ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) que o transporte de hortifrútis, congelados, carnes, laticínios e outros alimentos perecíveis fique fora da nova restrição ao tráfego de caminhões na capital. Na semana passada, o prefeito anunciou que vai quadruplicar a área onde esses veículos são proibidos de circular e mudar o horário da restrição. Veja também:Paulistano é favorável à ampliação de rodízio, diz estudo O tráfego agora pelo Ilocal As rotas alterantivas para fugir do congestionamentoPrefeitura amplia restrição a caminhões no Centro ExpandidoAs obras e propostas de estacionamento da Prefeitura e opine   Segundo o vice-presidente de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Moreira, que participou da reunião, os produtos perecíveis correspondem a 40% do abastecimento dos supermercados. "Sentimos que o prefeito está disposto a flexibilizar a restrição para algumas categorias de produtos e os perecíveis são nosso principal pedido", disse. Desde o anúncio das medidas, a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Transportes já cogitaram liberar da proibição caminhões de mudança, betoneiras e veículos que transportam material cirúrgico e hospitalar. "Em uma cidade como São Paulo, uma regra com esse impacto evidentemente terá exceções", afirmou Kassab na quinta-feira, após inaugurar uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), na zona norte. Os pedidos de exceção vão ser avaliados por comissão consultiva. O secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, deu prazo de dez dias para que as entidades entreguem propostas. A Prefeitura anunciou ampliar a área de proibição de carga e descarga dos atuais 25 quilômetros quadrados para 100 km², o que corresponde a quase todo o centro expandido, com exceção da zona cerealista, Pari e região do Ceasa. O período de restrição na área será das 5 às 21 horas, seis horas a mais que hoje. As novas regras devem começar a valer 45 dias após a publicação do decreto, previsto para a próxima semana. O texto também vai determinar que caminhões que circulam nas marginais e na Avenida dos Bandeirantes respeitem o rodízio. A medida pretende retirar 40 mil caminhões das ruas por dia. Câmara de vereadores Na quarta-feira, 9, a Câmara aprovou projeto do vereador Jooji Hato (PMDB) que proíbe a circulação de caminhões em toda a capital nos horários de pico, das 7 às 10 e das 17 às 20 horas. O texto aguarda a avaliação do prefeito. Na quinta, Kassab disse que vai esperar a análise da Assessoria Técnico-Legislativa (ATL) da Prefeitura para decidir se veta ou não. "Acho muito difícil me manifestar em relação ao projeto antes de ele ser encaminhado à Prefeitura e da manifestação técnica da ATL", disse. Kassab afirmou que está focado em terminar o decreto com restrições. "Nesse momento não vamos nos desviar da nossa conduta, das nossas ações, para implementar as medidas anunciadas principalmente na questão do transporte de cargas", afirmou. O prefeito admitiu que a restrição é dura, mas necessária para melhorar o trânsito na capital.

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