Apartamentos foram para funcionários do programa

Os nomes suspeitos constavam em uma lista maior, com 166 beneficiários, que foi auditada pela Controladoria Geral da União

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2015 | 02h02

SÃO PAULO - Ao menos três familiares de servidores da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) e duas ex-funcionárias da empresa foram contemplados com unidades do programa Minha Casa Minha Vida gerenciado pela Prefeitura de São Paulo, segundo auditoria feita pela Controladoria-Geral do Município (CGM). Os benefícios a essas pessoas foram suspensos.

Os nomes suspeitos constavam em uma lista maior, com 166 beneficiários, que foi auditada pela CGM. A investigação verificou que uma lista foi adulterada dentro da administração municipal. No entanto, os responsáveis pela fraude não foram identificados.

As ex-funcionárias trabalharam na Prefeitura entre 2011 e 2013, ocupando o cargo de estagiárias na Superintendência Social da Cohab - mesmo departamento onde trabalhava a funcionária Katia Cristina Poleti, demitida após acusação de venda de unidades habitacionais.

No caso dos parentes dos servidores, eles foram excluídos do programa porque não estavam cadastrados. Duas das beneficiárias eram filhas de uma mesma servidora, que foi demitida. O caso também já é investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.