Apagão para metrô e tumultua fim de tarde

Problema em bairros das zonas leste e sul e do ABC complicou trânsito na hora do rush

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

Uma queda de energia que durou cerca de três horas atingiu vários bairros das zonas sul e leste da cidade de São Paulo e municípios do ABC paulista na tarde de ontem. A queda na energia desligou semáforos e afetou até a Linha 2-Verde do Metrô, que ficou sem funcionar durante alguns minutos no horário de pico. A Eletropaulo informou que o problema foi causado pelo rompimento de um cabo de transmissão na Vila Prudente, mas não soube definir a causa.

Na capital, foram atingidas ruas do Cambuci, Vila Mariana, Ipiranga e Mooca. A luz também caiu no centro de São Bernardo do Campo e em bairros de São Caetano do Sul e Santo André. A interrupção no fornecimento de energia começou por volta das 17h30 e, de acordo com a Eletropaulo, seguiu até as 20h08 - o Estado, porém, ouviu relatos de falta de luz até as 21h em algumas regiões.

Como grande parte dos semáforos dos locais afetados acabou desligada, o trânsito ficou mais lento que o normal na capital paulista - às 19h, por exemplo, havia 129 quilômetros de lentidão na cidade, 19% a mais do que os 105 km do mesmo horário na quinta-feira da semana passada. Funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tentavam organizar o trânsito nos cruzamentos mais movimentados das principais vias que estavam no escuro.

Transtornos. Mesmo assim, quem tentou cruzar os bairros afetados de carro ou de ônibus encontrou dificuldades. O designer gráfico Ricardo dos Reis, de 29 anos, por exemplo, demorou 40 minutos a mais do que o costume entre seu escritório, na Vila Mariana, e sua casa, na zona norte. "Ali na região do metrô Ana Rosa estava tudo parado. Todos os semáforos estavam desligados e o trânsito virou um inferno", disse.

Maurício de Paula, diretor de criação de uma agência de publicidade, lamentou prejuízos causados pelo apagão. Sua agência também é na Vila Mariana e os funcionários tiveram de ser dispensados por causa da queda de energia. "Todo mundo trabalha em computador, então não tive escolha", afirmou. Ele foi duplamente afetado pelo apagão - sua casa na Aclimação também estava sem luz. "Ainda tive de subir as escadas a pé."

Essa opção, porém, foi descartada pelo ator Thiago Romano, de 28 anos, que enfrentou a falta de energia em dois locais: na Vila Prudente, onde mora sua mãe, e no seu prédio, na Vila Mariana. "Eu estava com meus sobrinhos, um de 7 anos de idade e outra só de 1. E, como moro no 15.º andar, não ia subir de escada", contou Romano. Por isso, ele, o irmão e as crianças foram a um restaurante e esperaram jantando o fim da confusão.

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