NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Aos gritos de 'a campeã voltou', integrantes da Vai-Vai recebem taça

Escola conquistou o 15º título no carnaval paulistano neste ano; Mocidade Alegre ficou em segundo lugar

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2015 | 18h12

Atualizado às 21h10

SÃO PAULO - Os integrantes da Vai-Vai, escola campeã do Carnaval 2015 em São Paulo, comemoram o 15º título da agremiação nesta terça-feira, 17. A quadra da escola e as ruas do bairro do Bixiga, no centro, estão lotadas. Os membros da agremiação comemoram a vitória aos gritos de "A campeã voltou" - o último título da escola foi em 2011, quando a Vai-Vai homenageou o maestro João Carlos Martins.

O presidente da escola, Darcy Silva, o Neguitão, os compositores do samba vencedor e outros membros da diretoria da Vai-Vai deram uma espécie de volta olímpica no bairro do Bixiga com o troféu de campeã do Carnaval de 2015. Uma das paradas foi a Igreja de Nossa Senhora Achiropita, onde agradeceram a santa por mais um título.

A multidão que toma a Rua São Vicente, no Bixiga, recepcionou a taça de campeã cantando o samba-enredo sobre a cantora gaúcha Elis Regina. 

A chuva que chegou ao Bixiga por volta das 18h20 só deixou os sambistas da campeã Vai-Vai mais animados. A bateria começou tocar por volta desse horário o samba-enredo da escola, cantado em peso pelos presentes na festa. São esperadas cerca de 8 mil pessoas para a festa da Vai-Vai. A escola já pediu 12 mil litros de chope para a cervejeira patrocinadora.

Entre uma cantoria e outra, alguns gritos de guerra como "A campeã voltou" e "Chupa, Mocidade" - a Mocidade Alegre foi a vice-campeã neste ano, por uma diferença de 0,3 ponto. 

Para um dos três carnavalescos da Vai- Vai, Eduardo Caetano, a emoção dos componentes da escola foi a responsável pela vitória da escola. "A escola dançou, cantou, todo mundo engajado. Isso fez diferença na evolução, que foi justamente o quesito que nos deu o título", disse ele, durante a festa da campeã, no Bixiga. Na evolução, os jurados avaliam o entrosamento entre o canto, dança e o ritmo da bateria.

Intérprete oficial da Vai-Vai, Marcio Teixeira Moreira, o Marcinho, disse que percebeu que o samba-enredo sobre Elis Regina iria emocionar o público e fazer a diferença antes mesmo de ele ser escolhido. "Quando a gente ouviu o samba na disputa, já viu a comoção da comunidade", contou. Isso porque após o tema ser escolhido pela diretoria da escola, os compositores fazem vários sambas que participam de disputa para a escolha de qual embalara a escola na avenida. 

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No Anhembi, onde foi feita a apuração dos votos, o presidente da escola, Darly Silva, o Neguitão, saiu sambódromo carregando o troféu. Antes, ele havia confortado Solange Bichara, presidente da Mocidade Alegre, que ficou com o segundo lugar.

Rainha de bateria da Vai-Vai desde 2009 e campeã do carnaval pela segunda vez, Camila Silva diz que chegou a pensar que o sonho do título não se realizaria neste ano logo no início da apuração, quando foram lidas as notas do primeiro quesito, alegoria. 

"Quando a gente perdeu um décimo logo nas primeiras notas e numa disputa tão acirrada, fiquei desesperada. Mas quando empatamos com a Mocidade, comecei a sentir que ia dar pra soltar o grito engasgado de campeã", afirmou ela, que conquistou o primeiro campeonato com a Vai-Vai em 2011.

A cantora Maria Rita comemorou a vitória da Vai-Vai no carnaval de São Paulo com uma breve mensagem no Twitter. A filha de Elis Regina, homenageada no desfile da última sexta-feira, disse que "não acreditava" na virada sobre a Mocidade Alegre durante o quesito evolução - o último da apuração. Antes, ela vibrou com o desempenho da comissão de frente, que alcançou nota máxima na avaliação dos quatro jurados. 

O cantor Pedro Mariano, um dos filhos de Elis, chegou à festa da Vai-Vai por volta das 20h, e parecia estar encantado com o resultado da homenagem à mãe. "É uma honra muito grande você juntar uma personagem tão forte com um patrimônio cultural do nosso País em uma comunidade tão apaixonada. Eu queria muito ter o poder de ver o rosto dela agora e imaginar o que ela estaria pensando."

Mariano disse que o título de campeã para a Saracura foi merecido por causa do comprometimento dos integrantes da escola e pela forma em que acreditaram no enredo. "O que eu vi aqui nos dias que vim nos ensaios foi uma comunidade realmente apaixonada pela pessoa homenageada e querendo cantar o hino feito para ela. Isso foi determinante."

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